terça-feira, 31 de agosto de 2010

Buenos Aires IV


Terceiro dia – segunda-feira
Hoje acordamos um pouco tarde e já saímos em direção a Casa Rosada com a missão de conhecermos o Centro e Puerto Madero. Decidimos descer por outra avenida que não a de Mayo e no caminho compramos duas empanadas – Ivan ficou bastante tentado pela proposta de ontem – e um jugo de manzana que fomos comendo como café da manhã.



Chegando à Plaza de Mayo entramos na Igreja de San Martin, que fica em uma das pontas do quadrilátero da praça e homenageia o libertador da Argentina... Oops, tudo errado, Ivan acaba de me corrigir – isso que dá ficar andando 12 horas seguidas – não é nada disso, recomeçando:
Chegando na Plaza de Mayo entramos na Catedral Metropolitana que fica em uma das pontas do quadrilátero da praça e guarda os restos mortais de José de San Martin, o libertador das Américas do colonialismo europeu sobre a Argentina, Peru e Bolívia – juntamente com Simón Bolívar (sim, esse mesmo da República Bolivariana do Chávez). A igreja é bem interessante e não tem aquela ostentação típica das espanholas, mas ainda está ativa e tem parte do seu patrimônio sendo restaurado pelo governo. O mais interessante ali é o mausoléu do homem mesmo.



Depois, demos uma rápida passada na Casa Rosada, tomamos um chá com Cristina e continuamos o passeio. Impressionante ver a quantidade de aparatos “anti-revolucinários” disponíveis no local, como grades de contenção de passeatas, blindado anti-revolta (com os canhões de água em cima), guarda montada... Enfim, no creo en las brujas, pero que las hay, las hay.




Um pouco impressionados, rumamos para a Calle Florida, uma via peatonal – onde não passam carros – apinhada de lojas de toda as espécies, principalmente roupas, calçados e acessórios além de, é claro, milhares de pessoas por metro quadrado. Não faz muito (ou na verdade, nem um pouco) o nosso estilo, e as pessoas andando apressadamente na hora do almoço e se acotovelando para ver aquela super-promoção de botas de couro que são absolutamente todas iguais em todas as lojas não ajudou muito. No final da rua, no entanto, a arquitetura dos prédios vai ficando um pouco mais interessante, com destaque para a Galeria Pacífico, uma espécie de Shopping Iguatemi/ Cidade Jardim porteño. O prédio do shopping é de fato bem bonito, vale a pena conhecer.

Seguimos pela Praça San Martín, bastante arborizada, que rendeu boas fotos ainda que o vento da proximidade do rio nos fizesse pressa. Passamos pelo monumento aos combatentes das Ilhas Malvinas e depois pela Torre dos Ingleses – ambos perfeitamente possíveis de parar, olhar e seguir em frente. Tomamos um taxi em direção a Puerto Madero – só aí lembramos que deveríamos ter passado na estação central de trem de Bs.As., mas fica para uma próxima vez – e chegando lá vimos o bairro tão falado.

Pelo o que vimos, Puerto Madero é uma grande obra de revitalização desta área portuária, salpicada por hotéis caríssimos – Faena, Hilton, Marryot, Sheraton – e empresas descoladas que se estabeleceram nos prédios modernosos por aí – 3M, Sun, Microsoft, Kingston. Somando-se estes dois fatores, temos como resultado quase óbvio, uma área belíssima, com calçadas largas e inúmeros restaurantes refinados – e outros mais turísticos - com vista para o rio. Justiça seja feita, os antigos silos e armazéns foram ricamente restaurados adquirindo um aspecto magnífico por fora – tijolinhos marrons e estruturas de ferro pintadas de branco – e sendo recheados de lojas e restaurantes por dentro.
Apesar do vento e frio que entrava por todas as frestas da roupa, foi possível percorrer boa parte da margem do rio, percebendo desde lojinhas de chá, Hooters, restaurantes conceito, TGI Fridays e um restaurante – se não me engano Asados Argentinos – que prometia um almoço completo por 40 pesos por pessoa. Claro, paramos lá mesmo. A comida não estava ruim, mas achamos um pouco gordurosa e já condizente com o horário – era por volta de 16h da tarde – e o lugar, claro, estava recheado de brasileiros. Não faríamos questão de voltar lá novamente.

Qual não foi nossa surpresa quando descobrimos que logo ali, três docas acima, poderíamos ver a Casa Rosada, que fica colado em Puerto Madero. Decidimos, então, subir a pé para fazer digestão do “almojanta”. Cruzamos algumas avenidas bem grandesrumo à Plaza de Mayo e decididamente o trânsito argentino está pau-a-pau com o de São Paulo: caminhões alucinados, ônibus a toda velocidade e pedestres que se espremem na hora de atravessar o sinal, uma verdadeira loucura. De qualquer maneira, subimos para uma sessão de fotos da Casa Rosada que estava toda iluminada de ROSA, claro, e deu um efeito maravilhoso as fotos.
Já bem cansados do dia, subimos a já nossa Avenida de Mayo, fizemos uma parada rápida no Carrefour da 9 de Julio para comprar água – uma garrafinha pequena no hotel custa 4,00 dólares! – e chegamos em meio ao frio ao aconchego do flat. Amanhã tem mais!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Buenos Aires III

Segundo dia – Domingo parte II
ontem saímos um pouco tarde do hotel em busca de umas “tucumanas” – as famosas empanadas do norte da Argentina. Já falei aqui do mega-hiper-super compilado de informações que a Gabi fez com as dicas de amigos e blogs sobre BAs. Pois bem, seguimos à risca as indicações sobre os 10 melhores lugares para comer empanadas na capital dos hermanos eleitas por Roberto Goméz. O problema é que a lista não dizia que tudo fecha aos domingos. Com a boa vontade de nossa amiga da recepção do hotel pudemos ligar antes e verificar se las bodegas estavam abertas, o que salvou tempo e dinheiro de taxi. Uma vez que nossa lista falhou, seguimos a indicação da atendente do hotel que nos mandou direito a Palermo Soho, para um restaurante chamado La Cabrera. Quando chegamos nos deparamos com gente local, no estilo sou-rico-e-descolado bebendo champagne na porta – uma cortesia da casa para a imensa fila de espera. Como nossa noite estava mais pra empanadas com cerveja, demos meia volta e fomos encontrar outro lugar por ali que recepcionasse nossa fome de maneira menos sofisticada.
Para nossa imensa surpresa descemos dois quarteirões e vimos uma portinha com gente animada dentro. Acima da porta da fachada branca lia-se “Club Eros” – já indicado na lista cheia de predicados da Gabi. Não, nada de inferninho da Rua Augusta, trata-se de um dos diversos clubes de bairro que ainda existem em Buenos Aires. Pra quem já assistiu Luna de Avellaneda (adivinhem quem é o ator principal??? Ricardo Darín - o único ator argentino disponível para o cinema!) sabe mais ou menos o esquema: algumas famílias assando uma carne na churrasqueira, enquanto as crianças jogam bola em uma quadra pequena. Ao lado dessa área social existe um restaurante bem simples que serve meia dúzia de pratos, refrigerante em garrafa de 2 litros, e sobremesas caseiras. E só. Não preciso dizer que os únicos não argentinos do local éramos eu e Gabi. No fim as empanadas foram pro brejo em prol da oportunidade de vivenciar um fim de domingo típico da família porteña. Entre uma milanesa e um bife de chorizo com papas fritas fiquei com o segundo, Gabi comeu agnelotis de mozzarela com molho de carne. Tudo isso acompanhado de jugo de manzana. Uma delícia de apenas 50 pesos pagos em dinheiro, pois a casa não aceita outra forma de pagamento. Talvez aceitassem anotar na conta, mas aí só para sócios... Chama o Darín!

domingo, 29 de agosto de 2010

Buenos Aires II


Segundo dia – domingo


Acordamos preguiçosamente – como, diga-se de passagem, todo domingo merece. Fomos andando para San Telmo pela Avenida de Mayo e aproveitamos para tomar o café da manhã no caminho – três medias lunas (nome portenho para croissant) e café com leche. Chegamos à Plaza de Mayo e depois seguimos pela Calle Defensa, onde todo domingo acontece a famosa feirinha de rua: cheia de antiguidades e outras coisas sem tanto valor assim. Diz a lenda que a feirinha de antiguidades da Plaza Dorrego se expandiu durante a crise dos últimos anos e agora ocupa toda Defensa.

Como chegamos cedo – por volta das 10h – pudemos andar com tranqüilidade por toda a rua olhando as barraquinhas que oferecem em grande medida artesanato, antiguidades e bugigangas em geral. Os brasileiros estão absolutamente por toda a parte e em meia hora poderíamos jurar que estávamos no meio da Praça Benedito Calixto num dia bastante cheio com garotas tentando negociar um “descuento” com os vendedores.






O clima é bastante descontraído e no meio de muita quinquilharia é possível encontrar artistas com peças originais, com destaque para algumas lojinhas que abrigam coletivos de designers e normalmente têm peças bem selecionadas de roupas, calçados, objetos de decoração, bolsas, brincos, etc.

Andamos a rua toda até chegar à famosa Plaza Dorrego, depois de muitas paradas por nichos interessantes e broncas dos donos das lojinhas impedindo que se toque em qualquer coisa, a fome bateu. Resolvemos almoçar em um lugar indicado no super-hiper-ultra compilado de informação que a Gabi organizou. O restaurante se chama El Federal, restaurante antigão cheio de porteños com serviço apressado e pratos tradicionais, charme total. Os preços são ok, nem tudo é tão barato como propagandearam pra gente no Brasil. Um sanduíche de filé (ou lomo, como dizem por aqui) bem servido, vale 30 pesos, preço compatível com os de casa. O que surpreendeu mesmo foi o preço da GARRAFA de vinho: 15 pesos! Nem preciso dizer que saímos trançando las piernitas... Valeu pelo ambiente meio século XIX e pela simpatia da garçonete que salvou a reputação argentina após as broncas dos vendedores de antiguidade.


Do restaurante tomamos um taxi rumo ao Caminito, outro cartão postal obrigatório em BAs. Tudo estava um pouco caótico pelo acontecimento de um dos clássicos argentinos na Bombonera: Boca Juniors x Velez Sarsfield, um Palmeiras e São Paulo porteño.






Muitos pares de tango entretendo turistas, garçons pescando clientes na rua e muitas lojinhas de souvenirs fazem parte deste programa bem turistão. Vale ver o bairro – ou mesmo o quarteirão que forma a parte mais visitada – super colorido e diferente do resto da cidade. Por motivos óbvios não seguimos para o museu do Boca, como todos os guias sugerem, mas valeu a visita.



Agora, depois de escrever tudo isso aqui, vamos de empanadas!

Buenos Aires


Primeiro dia - sábado

Primeiro dia de férias, e as 5h da manhã já começamos com um périplo aéreo. Saímos de Brasília com destino a Guarulhos para tomarmos outro vôo para Buenos Aires. O vôo de Brasília atrasou duas horas porque o aeroporto de Guarulhos estava fechado, depois levamos mais uma canseira da Gol para trocar de vôo quando, enfim, conseguimos chegar – por volta das 15h30 - em Ezeiza, Buenos Aires. Trocamos um pouco de dinheiro no aeroporto, no Banco La Nación, que tem a melhores taxas do local.

Pegamos um taxi do lado de fora do aeroporto e pagamos 115 pesos para ir até o centro. Ainda no Brasil fomos surpreendidos pelo fato de que os hotéis aqui não são tão baratos quanto esperávamos, por isso fizemos uma bela pesquisa e encontramos o Room Mate Carlos, bem no centro entre a Alfonso Alsina e 9 de Julio. Um dos sites que recomendamos para pesquisar sobre hotéis é o Trip Advisor, vale a pena ver os comentários que as pessoas deixam sobre suas experiências em viagens no mundo todo.

Chegamos lá com o quarto reservado e fomos extremamente bem atendidos pela recepcionista Diana, que logo de início nos avisou que tínhamos ganhado um upgrade de la habitación sem custo a mais algum.


O hotel é super novo – tem apenas dois meses! – e quando chegamos ao quarto, a Gabi não pode conter os gritinhos e pulos de alegria: um loft com cozinha, mesa para quatro, sofás e televisão na sala, mezanino com cama majestosa e banheiro. Tudo com uma decoração altamente descolada, design de ponta com destaque para o quadro do Borges na parede. A diária custa USD 77,00 + 17% IVA, o atendimento é de primeira – os funcionários são extremamente simpáticos e atenciosos – e a vista interna do prédio vale muitas fotos, especialmente da escada caracol que liga todos os andares.



Deixamos as coisas no hotel e seguimos para Palermo de metrô. Os bilhetes custam 1,10 pesos e o subte (ou pelo menos a linha D) é bem parecido com a maioria dos outros lugares: sujo, abafado, mas altamente prático. Chegamos à Palermo e fomos direto para a Plaza Armênia, onde estão a boa parte dos barzinhos. O bairro faz o tipo moderninho-práfrentex e ali é possível encontrar às 21h lojas de jovens estilistas e designers abertas, além de belos cães passeando com seus donos igualmente descolados.

Escolhemos um restaurante chamado Limbo, que fica bem em frente à praça. São vários ambientes, com um terraço bastante convidativo na parte de cima, ainda que destinado aos fumantes. Pedimos cervejas, couvert e dois pratos, fomos bem atendidos (nada demais) e tudo saiu por 170 pesos. Demos uma volta pelo bairro, dando uma chegadinha à parte mais agitada da noite na Plaza Cortázar. No fim, já bem cansados, voltamos de taxi para o hotel (24 pesos).

Um belo começo nesse longo primeiro dia de viagem.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Chapada dos Veadeiros

Alto do Morro da Baleia



Ou, como eu prefiro brincar com o nome: Chapados Veados. Seja como for, é uma excelente opção para aqueles que buscam novas experiências em ecoturismo combinados a um ar pseudo-esotérico-hippie-nice. O visual único do cerrado e clima descontraído da região garantem bons momentos de descanso que tornam-se imprescindíveis para os workaholics do planalto central - e acredite, eles existem!

Não foi a primeira nem será a última vez que fomos para a Chapada dos Veadeiros, GO. O lugar é conhecidíssimo dos brasilienses que fogem da cidade planejada para se ver em volta da imensidão do Cerrado, a "Savana brasileira".

ONDE FICAR
Existem inúmeras pousadas tanto em Alto Paraíso quanto na Vila de São Jorge. Os preços fora de temporada são razoavelmente acessíveis, no entanto é importante notar que feriados, festivais e período de férias podem inflacionar muito a oferta de serviços, além de dificultar (e as vezes esgotar) as opções de hospedagem. Planejamento e antecedência são fundamentais.
O lugar da estadia, mais que recomendado, foi o camping Pacha Mama, dos agora já amigos Eric e Kelly. Situado as beiras da estrada que une Alto Paraíso e a vila de São Jorge, o lugar detém uma das mais belas paisagens da chapada, aos pés do conhecido Morro da Baleia. A recepção no camping não podia ser melhor. O casal atende os visitantes como velhos amigos e é fácil estender o café da manhã até o meio do dia só "proseando" com os dois. O café da manhã, por sinal, é uma refeição mais que completa: pães, leite, café, frios, frutas, ovos mexidos feitos na hora e geléias artesanais feitas alí mesmo (também disponíveis para venda).
Além da localização, receptividade, grande café da manhã e ótimos banheiros, outro elemento que faz do Pacha Mama um lugar para se voltar sempre é o extrito respeito à individualidade da experiência de acampar. Nada de barracas coladas uma nas outras, som alto, ou baladas intermináveis que roubam o descanso dos vizinhos. Alí, a fogueira que rege a confraternização noite adentro fica afastada da área de barracas, o que garante aos cansados amantes da natureza uma boa noite de sonhos.
Dica importante é ir preparado para o friozinho que faz pela madrugada. Apesar de todo apoio dado pelo casal anfitrião em fornecer cobertores aos desavisados, é bom ir equipado para baixas temperaturas.




ATIVIDADES


Quem vem para Chapada está em busca de cachoeiras maravilhosas, sem dúvida. São inúmeras quedas, poços e trilhas que permitem uma interação perfeita com o meio ambiente. A melhor época do ano para desfrutar ao máximo desta paisagem é durante o período da seca, de maio a começo de outubro. Aqui vão algumas dicas do próprio pessoal do camping e tomamos a liberdade de fazer alguns comentários naquelas que já fomos:
Cachoeiras Almécegas I e II (R$ 10,00) - vale muito a pena, as cachoeiras são super imponentes e a trilha é muito bonita.
Trilha de 300 mts e 1,8 km. Antes de chegar à Almécegas I, pode-se ver a cachoeira de frente, é uma bela vista além ser possível tomar banho, mas nessa parte Almécegas II se destaca, cai em forma de véu de noiva, a 45 mts de altura. Sua piscina tem águas verdes cristalinas e o córrego Almécegas vai além por um grande canyon de rochas coloridas. Encontra-se no Hotel Fazenda São Bento a 09 km do PachaMama.

Cachoeira da Água Fria (R$ 5,00)
Trilha de 2 km. É uma queda com um total de 190 mts. em cascatas que variam entre 60, 50 e 30 mts. de altura com grandiosa vista para o Vale do Moinho, ideal para a prática de Rappel. Encontra-se no Camping Santa Rita de Cássia a 08 Km da cidade de Alto Paraíso.

Cachoeira São Bento (R$ 5,00) - tem uma boa estrutura para tomar sol e um poço perfeito para nadar com tranquilidade.
Trilha de 100 mts. É formada pelo rio dos Couros e possui uma ótima piscina natural para nadar, em uma das margens há uma caverna semi-submersa. No mês de setembro sedia campeonatos de Pólo-Aquático. A 09 Km do PachaMama.

Cachoeira das Loquinhas (R$ 8,00) - muito bonitas, bem pequenininhas, uma das águas mais cristalinas que encontramos.
Trilha de 800 mts. Uma série de pequenas cachoeiras e poços de água verde esmeralda e cristalina, o caminho é totalmente tablado e possui também escadas de madeira para facilitar o acesso às águas. Fácil acesso fica dentro da cidade de Alto Paraíso. Ótimo para tomar banho.

Cristal (R$ 7,00)
Trilha de 400 mts. Um belo lugar para caminhar, tomar banho, nadar e tomar sol. Várias cachoeiras pequenas e charmosas, com diversos recantos para tomar uma boa ducha natural e banho de sol. Acesso fácil com estrada em ótimo estado, trilha de caminhada tranqüila e local para vendas de alimento. As quedas de água se sucedem e formam poços. Fica aproximadamente a 6 km de Alto Paraíso. Trilha adequada para idosos e crianças, até o primeiro poço.

Morada do Sol (R$ 5,00)
Trilha de 2 km. De grande beleza, com águas rasas e gostosas para tomar banho. Piscinas rodeadas por lages de pedras que formam cascatas, ideal para hidromassagem. Fica a 4Km após a Vila de São Jorge.

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Guia) - paisagem espetacular, flora e fauna deslumbrantes, trilha puxada.
Trilha de média de 5 km cada. Unidade de Conservação abrangendo um terço da área do município de Alto Paraíso de Goiás. Possui lindos atrativos turísticos como: Saltos do Rio Preto (Cachoeiras de 80 e 120 mts),Corredeiras e Canyons, cujo acesso se faz a pé a partir de São Jorge. A visita ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros só é permitida com acompanhamento de um Guia credenciado pelas Associações. Existem duas opções de trilha, uma que leva ao Salto do Rio Preto que é o principal atrativo do Parque, ambiente perfeito para fotografar e a segunda leva aos Canyons e a cachoeira Cariocas, um ótimo lugar para nadar. A caminhada dura média de 5 horas para cada uma das opções.

Raizama (R$ 10,00)
Trilha de 2,3 km. Santuário de beleza selvagem, local bom para a prática do canyoning, em bela cachoeira no encontro entre os rios São Miguel e Raizama, mas perigoso na época de chuva.

Vale da Lua (R$ 5,00) - as formações rochosas são bem interessantes, vale a pena ir uma vez para conhecer.
Trilha de 600 mts. O rio São Miguel corre entre rochas que impressionam pelas cores e formas esculturais, talhadas pela força das águas através dos tempos. Provavelmente o principal cartão postal da Chapada dos Veadeiros. Ótimo local para banho com bela vista. A 14 Km do PachaMama.
Eden (R$ 7,00)
Trilha de 300 mts. Nascentes de água morna com piscinas artificiais e acabamento rústico permitem um agradável e relaxante banho. É indicado para todas as idades. Fica a 15 km de São Jorge.

Poço Encantado (R$ 6,00)
Trilha de 300mts. A 50 km de Alto Paraíso em estrada asfaltada rumo a Cavalcante o local dispõe de uma boa estrutura, com estacionamento, lanchonete e restaurante com uma vista privilegiada da cachoeira com uma queda de 45mts de altura. Embaixo dela forma-se um grande poço excelente para nadar. A mata ciliar é aberta com uma prainha ideal para o disfrutar em família.

Anjos e Arcanjos (R$ 5,00) - excelente trilha e cachoeiras surpreendentes. é mais tranquila, não tem tanta gente.
Trilha de 3 km. Duas ótimas cachoeiras tanto para tomar banho quanto para apreciação, suas águas são apesar de muito limpas, de cor escuras como coca-cola devido à alta concentração de tanino (composto vegetal), fazendo um belo efeito com a luz do sol. Está dentro do Parque Solárium a12 km de Alto Paraíso no vilarejo do Moinho. Para chegar às cachoeiras é preciso caminhar quase 2 km cada uma, sendo a Arcanjos um nível um pouco mais difícil, porém de uma beleza mais impressionante.

Cataratas dos Couros (R$ 10,00)
Trilha de 2 km. Um rio com uma sequencia de quedas por vários quilômetros as Cataratas dos Couros recebe esse nome pelo fato de ter sido o local onde se tratavam os couros dos veados campeiros há anos atrás. Para chegar a queda principal e de maior beleza é preciso preparo físico para a caminhada e a presença de um guia devido a dificuldade da localização. Está aproximadamente a 50km de Alto Paraíso, onde 20km são de estrada asfaltada. Como várias cachoeiras na região, não é possível transitar em época de chuva.

Outros Atrativos: Morro da Baleia (Guia) - trilha (ou seria escalada?) bem puxada, a vista é bonita mas para ir uma vez só.
Trilha de 2 km com média de 3 horas de caminhada. O mais próximo do Camping PachaMama. É um local estimado pelos espiritualistas, que realizam em seu topo vigílias, celebrações e meditações. Perfeito para caminhadas, com águas para banhos no alto do primeiro platô em certas épocas do ano. A trilha que sobe o morro deve ser feita por um guia credenciado, no topo é possível ter uma inesquecível vista dos outros morros da Chapada dos Veadeiros num ângulo de 360º.


COMER EM ALTO PARAÍSO
BARRACÃO 3 - parada obrigatória para quem volta da cachoeira meio morrendo de fome mas não querendo estragar o jantar ou a cervejinha mais tarde. É um lugar bem gostoso, fica perto da rodoviária e serve um açaí na tigela incrível - pode ser batido com gengibre, banana, morango, hortelã, etc. Também serve sanduíches que parecem interessante, mas o preço desanima um pouco.
JAMBALAYA - é o mais descolado/moderninho da cidade. Fomos jantar um dia lá e foi muito bacana, o ambiente é bem decorado, com luz baixa e pratos diferentes do que normalmente se encontra na região. O atendimento é muito bom - as mocinhas ganham na simpatia - e pode-se ver a alegria que conduz a cozinha pela porta do bar-balcão.
M
ATULA - comida tradicional da Chapada dos Veadeiros inventada (inclusive o fato dela ser "tradicional") pelo Sr. Valdomiro, um dos mais antigos habitantes da região. O rancho dele - por onde se entra para subir o Morro da Baleia - fica logo ao lado do Camping PachaMama e pode ser entendido como um antro de licores, cachaças, doces e outras comidinhas maravilhosas de frutos do cerrado. O carro-chefe da casa é a matula, uma espécie de feijoada feita com feijão branco, carne de sol, linguiça, farinha de mandioca, miúdos, etc servidos na folha da bananeira. O preço fixo cobrado é de R$25,00 por pessoa, servindo-se a vontade. O lugar é bastante descontraído, com chão de terra batida e teto de palha, mas mas não se engane: se chegar as 14h de um sábado, as mesas já estão todas lotadas.
Outro ponto tradicional da cidade é a Pizzaria 2000, mas a verdade é que nunca nos animamos para entrar. O lugar pareceu um tanto quanto barulhento e o atendimento bem mais ou menos. Na região há ainda várias opções vegetarianas que atendem ao público zen-light.
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