segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Buenos Aires III

Segundo dia – Domingo parte II
ontem saímos um pouco tarde do hotel em busca de umas “tucumanas” – as famosas empanadas do norte da Argentina. Já falei aqui do mega-hiper-super compilado de informações que a Gabi fez com as dicas de amigos e blogs sobre BAs. Pois bem, seguimos à risca as indicações sobre os 10 melhores lugares para comer empanadas na capital dos hermanos eleitas por Roberto Goméz. O problema é que a lista não dizia que tudo fecha aos domingos. Com a boa vontade de nossa amiga da recepção do hotel pudemos ligar antes e verificar se las bodegas estavam abertas, o que salvou tempo e dinheiro de taxi. Uma vez que nossa lista falhou, seguimos a indicação da atendente do hotel que nos mandou direito a Palermo Soho, para um restaurante chamado La Cabrera. Quando chegamos nos deparamos com gente local, no estilo sou-rico-e-descolado bebendo champagne na porta – uma cortesia da casa para a imensa fila de espera. Como nossa noite estava mais pra empanadas com cerveja, demos meia volta e fomos encontrar outro lugar por ali que recepcionasse nossa fome de maneira menos sofisticada.
Para nossa imensa surpresa descemos dois quarteirões e vimos uma portinha com gente animada dentro. Acima da porta da fachada branca lia-se “Club Eros” – já indicado na lista cheia de predicados da Gabi. Não, nada de inferninho da Rua Augusta, trata-se de um dos diversos clubes de bairro que ainda existem em Buenos Aires. Pra quem já assistiu Luna de Avellaneda (adivinhem quem é o ator principal??? Ricardo Darín - o único ator argentino disponível para o cinema!) sabe mais ou menos o esquema: algumas famílias assando uma carne na churrasqueira, enquanto as crianças jogam bola em uma quadra pequena. Ao lado dessa área social existe um restaurante bem simples que serve meia dúzia de pratos, refrigerante em garrafa de 2 litros, e sobremesas caseiras. E só. Não preciso dizer que os únicos não argentinos do local éramos eu e Gabi. No fim as empanadas foram pro brejo em prol da oportunidade de vivenciar um fim de domingo típico da família porteña. Entre uma milanesa e um bife de chorizo com papas fritas fiquei com o segundo, Gabi comeu agnelotis de mozzarela com molho de carne. Tudo isso acompanhado de jugo de manzana. Uma delícia de apenas 50 pesos pagos em dinheiro, pois a casa não aceita outra forma de pagamento. Talvez aceitassem anotar na conta, mas aí só para sócios... Chama o Darín!

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