domingo, 29 de agosto de 2010

Buenos Aires II


Segundo dia – domingo


Acordamos preguiçosamente – como, diga-se de passagem, todo domingo merece. Fomos andando para San Telmo pela Avenida de Mayo e aproveitamos para tomar o café da manhã no caminho – três medias lunas (nome portenho para croissant) e café com leche. Chegamos à Plaza de Mayo e depois seguimos pela Calle Defensa, onde todo domingo acontece a famosa feirinha de rua: cheia de antiguidades e outras coisas sem tanto valor assim. Diz a lenda que a feirinha de antiguidades da Plaza Dorrego se expandiu durante a crise dos últimos anos e agora ocupa toda Defensa.

Como chegamos cedo – por volta das 10h – pudemos andar com tranqüilidade por toda a rua olhando as barraquinhas que oferecem em grande medida artesanato, antiguidades e bugigangas em geral. Os brasileiros estão absolutamente por toda a parte e em meia hora poderíamos jurar que estávamos no meio da Praça Benedito Calixto num dia bastante cheio com garotas tentando negociar um “descuento” com os vendedores.






O clima é bastante descontraído e no meio de muita quinquilharia é possível encontrar artistas com peças originais, com destaque para algumas lojinhas que abrigam coletivos de designers e normalmente têm peças bem selecionadas de roupas, calçados, objetos de decoração, bolsas, brincos, etc.

Andamos a rua toda até chegar à famosa Plaza Dorrego, depois de muitas paradas por nichos interessantes e broncas dos donos das lojinhas impedindo que se toque em qualquer coisa, a fome bateu. Resolvemos almoçar em um lugar indicado no super-hiper-ultra compilado de informação que a Gabi organizou. O restaurante se chama El Federal, restaurante antigão cheio de porteños com serviço apressado e pratos tradicionais, charme total. Os preços são ok, nem tudo é tão barato como propagandearam pra gente no Brasil. Um sanduíche de filé (ou lomo, como dizem por aqui) bem servido, vale 30 pesos, preço compatível com os de casa. O que surpreendeu mesmo foi o preço da GARRAFA de vinho: 15 pesos! Nem preciso dizer que saímos trançando las piernitas... Valeu pelo ambiente meio século XIX e pela simpatia da garçonete que salvou a reputação argentina após as broncas dos vendedores de antiguidade.


Do restaurante tomamos um taxi rumo ao Caminito, outro cartão postal obrigatório em BAs. Tudo estava um pouco caótico pelo acontecimento de um dos clássicos argentinos na Bombonera: Boca Juniors x Velez Sarsfield, um Palmeiras e São Paulo porteño.






Muitos pares de tango entretendo turistas, garçons pescando clientes na rua e muitas lojinhas de souvenirs fazem parte deste programa bem turistão. Vale ver o bairro – ou mesmo o quarteirão que forma a parte mais visitada – super colorido e diferente do resto da cidade. Por motivos óbvios não seguimos para o museu do Boca, como todos os guias sugerem, mas valeu a visita.



Agora, depois de escrever tudo isso aqui, vamos de empanadas!

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