segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um começo



Para muitos viajantes uma pergunta muito particular é “Quando realmente começa uma viagem”? Para muitos ela começa quando fincamos os pés no destino pretendido. Para outros, só depois que chegamos ao hotel e deixamos as malas para poder explorar de fato o novo ambiente desconhecido ou revisitar lugares queridos.

Eu, por outro lado, jogo no time daqueles que “entram” na viagem com o primeiro lampejo: “mas e se fôssemos para...”. Pronto, nasceu um comichão interior que só acaba quando abro a porta de casa carregado com experiências e lembranças da viagem inesquecível da qual acabamos de voltar. Para mim as coisas começam com a idéia. É quando embarco de corpo e alma nos estudos e pesquisas sobre o lugar pretendido, checando clima, moeda, lugares interessantes, boas oportunidades, comidas, etc. Enfim, a viagem já começou.

Uso muito a primeira pessoa do plural não por estilo ou demonstração de impessoalidade, mas sim porque não sou um só. Apesar de escrever sozinho nesse primeiro post somos sempre dois: Gabi e eu. A mais perfeita companheira de viagens (e de vida) que alguém pode ter – apesar das pernas curtas.

A partir da idéia lançada – quase sempre devaneios da minha cabeça – Gabi lança imediatamente a ponderação de viabilidade necessária a essas aventuras imprevisíveis. Um olhar dela basta para apartar a sugestão para o lado das boas ou das más idéias. Há que se reconhecer, porém, que muitas de nossas aventuras surgem da vontade irrefreável dela de conhecer pessoas, lugares e culturas ou simplesmente do prazer inebriante que ela sente de pegar a estrada, só nós dois. O importante, acima de tudo, é essa sede que dividimos por colocar a mochila nas costas, no porta-malas ou mesmo na esteira do aeroporto e ganhar o mundo colecionando experiências, sensações, cheiros e visões.

Esses relatos que seguirão serão a tradução filtrada pelo universo tecnológico da internet sobre nossas experiências de viagens. Não temos aqui a pretensão de guiar as pessoas por lugares onde já passamos. Talvez, no máximo, será um bom lugar para começar a sonhar com um destino novo ou revisitar um já conhecido, compartilhando conosco as boas dicas e as grandes roubadas.

Quando tenho um novo destino na cabeça costumo infernizar os amigos em busca de suas histórias bacanas e boas dicas. Do mesmo modo, adoro dar sugestões de lugares legais que valeram bons momentos. Acho que esses relatos serão para dividir um pouco disso também, as emoções tiradas de uma das coisas mais apaixonantes da vida: poder viajar.

Ivan

Um comentário:

Anônimo disse...

Gostei do que li! É bom saber que o "vírus" do conhecer algo além está bem mesclado com o do partilhar com quem se ama!! Vocês não sabem (ainda!)o quanto é bom ver essa genética nas novas gerações... Salvem as viagens passadas, presentes e futuras e, principalmente, salve a vida compartilhada com vocês!! Muitos beijos e boas viagens!!! (Claro, sempre informando se chegaram bem, se está tudo ok, etc, etc...rsrs!!)
Castilho

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