domingo, 5 de setembro de 2010

Buenos Aires VII

Sexto dia - quinta-feira

Dia de compras. Aquele diazinho em que você não agüenta mais ver estatua, monumento, museus, sítios históricos, e é tomado por um espírito zombeteiro que gosta de abrir a carteira e gastar tudo o que tem em coisas que quando chega em casa não entende por que comprou. Toda viagem tem um dia reservado às compras e o nosso foi hoje.
O câmbio favorável faz com que tudo seja dividido por dois e ainda sobra um troco. Justamente por isso atacamos a zona de outlets, separada em duas áreas distintas, porém próximas, de Villa Crespo: as duas quadras de lojas de couro na Calle Murillo e a seqüência de lojas de marca na Calle Aguirre.
A primeira realmente vale a pena se você já tiver gostado de algum modelo na Calle Florida e se assustou com o preço. Explico: todas as jaquetas, bolsas, carteiras e botas são mais ou menos parecidas – com exceção de uma ou duas lojas – e o que muda mesmo são os preços. Uma campera de cuero pode custar desde 290 pesos (em promoção) até 850 pesos. E tem de tudo, das mais vagabundas até as mais elaboradas. Vale caminhar as duas quadras pra achar uma a seu gosto.
Chegar ali também é bem fácil: pegue a linha vermelha do metro e siga em direção a Los Incas e desça na estação Malabia – de lá é só seguir na própria Malabia em direção a Calle Murillo. Alguns blogs dão dicas muito boas de um glossário para não fazer feito na hora das compras, principalmente para os brasileiros com o seu famigerado portuñol.


Saímos de lá e seguimos para o quadrilátero da Calle Aguirre, Avenida Scalabrini Ortiz e Calle Gurruchaga. Ali estão inúmeras lojas e outlets que vão desde as mais moderninhas até aquelas bem tradicionais, mas não se engane: os preços são atrativos pero no mucho. Claro que quem tem aquela paciência de ficar olhando todas as araras para encontrar uma blusinha legal, no seu tamanho e sem defeito, é algo que vale a pena. Mas como nós não somos muito afeitos e este tipo de esporte, olhamos algumas lojas e apenas uma hora foi suficiente.
Já no fim do dia, surgiu um desejo súbito de comer hambúrguer. Seguimos até um restaurante daqui bastante indicado, chamado Kansas (Av. Del Libertador, 4625), que fica perto do Jockey Club. O lugar era classudo, bonito, mas com uma fila de espera de “apenas” 1h30 – para um hambúrguer! Enfim, rumamos para o Hard Rock Café (Av Pueyrredón 2501), que é mais ou menos ali perto (ao lado do Museu Nacional de Bellas Artes) para finalmente saciar a vontade. A surpresa veio na conta, tendo em vista que um hambúrguer lá custa em média 50,00 pesos.


Aproveitamos o dia de compras pra comer algo rápido, ali em Villa Crespo mesmo. Encontramos um restaurante de bairro daqueles que todo mundo que entra é cumprimentado pelo dono. Na lista das comidas tradicionais da cidade só faltava comer a milanesa. Pois bem, veio a milanga – como o bife a milanesa é chamado por aqui. O negocio pra eles é tão sério que existe um restaurante especializado no assunto, serve mais de 100 tipos da iguaria (El club de la Milanesa, Calle baez 1401 e outros na cidade). Devo dizer que a nossa não estava das melhores (apesar de parecer maior que o mapa da União Soviética!!!), mas tudo bem, dizem que a melhor é a que você se lembra de comer quando era pequeno na casa da mama.

Um comentário:

Celina disse...

Eta dia de romanos!!! Haja estomago para tantas calorias.

Das fotos alimentares ainda a que será eternizada é a da torta mil andares. Que classuda e imponente!!!!

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