terça-feira, 26 de abril de 2011

Uruguay II

Seguindo a viagem dos amigos Mel e Rafa pelo Uruguai. Divirtam-se!


CABO POLONIO

No quarto dia fomos para CABO POLONIO. É uma vila de pescadores e morada de muitos lobos-marinho que está a cerca de 200km ao norte de Punta. Não tem rede elétrica e nem asfalto. A idéia inicial era dormir por lá, mas a estadia no apartamento em Punta estava tão gostosa que decidimos fazer um bate-e-volta. Demoramos quase duas horas para chegar lá. A vila fica em uma reserva, então quando você chega estaciona o carro e aí compra uma entrada de 150 pesos que dá direito para ir e voltar em uma espécie de caminhão. Só esses caminhões são autorizados a entrar na vila. Chegamos às 11 horas e o próximo caminhão saia às 11h30. São 7 quilômetros até a vila e leva uns 20 minutos.


Entrada para o Parque Cabo Polonio
Transporte para a vila

É melhor ir de tênis ou papete. Na alta temporada existe a possibilidade de pegar um guia para diferentes trilhas ou passeios, mas dá para fazer o básico por conta própria sem o menor problema.


Os lobos-marinho ficam atrás do farol. E, adivinhem, o farol fecha fora de temporada. Supostamente lá de cima tem uma vista linda das dunas. Uma boa dica é levar um lanchinho, porque os estabelecimentos são bem espalhados e se bater fome ou sede no meio do seu passeio vai ser complicado andar até algum lugar que venda comida, principalmente fora de temporada, e as opções são escassas.  Nós levamos sanduíches e uma salada de tomate e assim foi feito o pic-nic!


Lobos marinhos 
Pic-nic com os lobos...


Demos uma volta na península e ficamos um pouco na praia, mas estava ventando muito e decidimos pegar o caminhão das 14 horas para voltar. O último saía às 18h.


Lá tem aluguel de prancha para os surfistas, uns três ou quatro hostels e algumas tendas de provisión. Parece que tem alguns restaurantes, mas estavam fechados por não ser temporada. Também é possível alugar as casinhas por ali e durante a temporada tem uma feira de artesanato.


Simpática casa na vila.


Nós adoramos a vila e recomendamos o passeio. Quem optar por dormir ali é bom ir de mochila (difícil arrastar mala na areia...). 


TACUAREMBÓ E ARREDORES


Queríamos viajar um pouco pelo interior do país, então no quinto dia pegamos a estrada em direção ao norte. A idéia inicial era ir até o Parque de Sta. Teresa (quase no Chuí), visitar o Forte, e quem sabe no caminho parar por La Paloma ou Punta Del Diablo. Aí descobrimos que o forte só abre de final de semana de abril a novembro. Então decidimos ir até TACUAREMBÓ, cidade onde nasceu Carlos Gardel e o orgulho dos gaúchos. 


Foram umas 6 horas de viagem. A paisagem é sempre a mesma: pasto, pasto, pasto e pinhos e eucalipto. Na estrada não tem posto de gasolina, então abasteça e coma nas passagens pelas cidades grandes. 


Pouco antes de Minas passamos por um parque eólico e vimos um leilão de boi em Las Toscas na beira da estrada. Durante todo o caminho, em qualquer vila tem uma escola rural. E ficamos impressionados com a ausência de... pessoas! O país tem pouco mais de 3 milhões de pessoas e mesmo as maiores cidades assinaladas no mapa como Treinta y Tres, Melo ou Durazno são pequenas,  com clima de cidade de interior, girando ao redor da praça central e sem muitas opções de restaurantes. Mas qualquer cidade tem centro de informação turística e um mapa padronizado.


Paramos em Melo para comer e o jeito foi parar em um dos CARRITOS (são trailers que vendem sanduíches e afins. Eles estão em todas as cidades) e matar um CHIVITO e um PANCHO (cachorro-quente).


Chegando lá escolhemos o Hotel Plaza (25 de agosto, 247), 1250 pesos o quarto de casal, com desayuno. O quarto era ok, mas o caminho até ele era um susto, cheio de material de construção. O hotel está em reforma, então quem sabe até você ir visitá-lo já esteja tudo pronto e valendo de fato os mais de 1 mil pesos. Outras opções na cidade: Hotel Central, na praça, 1 mil pesos (bem ruim); e Tacuarembó Hotel, 1.500 pesos.


O restaurante-bar mais charmoso de Tacuarembó é o LA PARRILLA (25 de mayo). Bem gostoso, decoração com o tema gaúcho e jogo de futebol na TV. Claro, a parrilla é o forte.


La Parrilla

No dia seguinte tentamos ir ao MUSEO DEL INDIO Y DEL GAUCHO, mas de sexta-feira só abre depois do meio-dia e ficamos com preguiça de esperar. Aí passamos pelo Museo Del Pago, que nem entendemos para que serve, então nem vale a pena.


Então fomos até o VALLE ÉDEN, que fica a 26km de Tacuarembó e é onde está o MUSEO CARLOS GARDEL (20 pesos). O lugar é bem bonito e logo em frente a uma Posada, boa para comer e bater um papo com a Sonia – a gerente.


Museo Gardel  
Na região tem diversas opções de ESTANCIAS para se hospedar, que são hotéis-fazenda focados em ecoturismo, com opções de passeio a cavalo, boa comida, piscina, etc. Nós preferimos ficar na cidade mesmo.



No caminho a Montevidéu, uma parada em DURAZNO. Vale tomar um lanche e um café no histórico CAFÉ SOROCABANA, na praça central.

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