sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Los Angeles II, Hollywood e Santa Monica


O famoso letreiro atrás do complexo Kodak.


"There and Back Again", assim é intitulado o livro escrito por Bilbo Baggins no clássico de Tolkien "O Hobbit", e que muito em breve se transformará em filme seguindo o sucesso de "O Senhor dos Anéis". Da mesma forma descrita no livro/filme, estávamos de volta ao começo da nossa curta jornada pelo oeste americano: Los Angeles.

A Estrada

Saímos cedo de Phoenix, deixando o pobre do Duda muito mais cedo que o necessário no aeroporto de Phoenix. Tudo isso por termos pela frente nada menos que 373 milhas e 6 horas de estrada pela frente. Praticamente um retão que não acaba mais. 




O deserto e nada mais.

Havíamos decidido descer do Grand Canion até Phoenix e não voltar pra LA direto basicamente por três motivos: primeiro porque não queríamos repetir a estrada que havia nos levado do Sequoia National Park até o Canion; segundo por que queríamos dar pelo menos uma rápida passada por Sedona - o que se provou valer a pena! -, e terceiro que estávamos muito próximos de Phoenix para não conhecê-la. Acreditamos piamente nessas oportunidades de caminho que muitas vezes nos deparamos em viagens: está tão pertinho, temos tempo, dá pra ir por lá... por que não? 

Seguimos pela I-10 de Phoenix sem nenhuma perspectiva de parada, somente o deserto ao nosso redor e algumas guloseimas (que confesso já estavam enjoativas depois de duas semanas de roadtrip) para que pudessemos chegar a LA o mais rápido possível. Da estrada, no entanto, podemos citar ao menos um local pitoresco. A certa altura, já cansado, parei para dar lugar à pilota Gabi em um posto de gasolina abandonado. Prestando um pouco mais de atenção no entorno fui perceber que havia uma cemitério de tanques de guerra atrás de uma cerca ao lado de uma casa bem simples. Em frente à casa, uma estátua baixa de um soldado e um cachorro. Curioso, entrei pra ver o que era. Estávamos, na verdade, diante do museu do famoso General Patton, herói americano da II Guerra Mundial e eternizado pelo filme que leva seu nome. Algumas fotos depois, seguimos viagem.

Memorial do famoso General Patton

Tanques na estrada? Parada obrigatória!!!

Los Angeles

Descobrimos que estávamos na cidade quando o trânsito começou a ficar mais pesado e as infinitas placas de saída da autoestrada começavam a indicar locais familiares como Hollywood, Pasadena, San Fernando Valley, etc. Já era meio da tarde e tudo que queríamos era chegar no hotel para podermos aproveitar alguma coisa ainda no mesmo dia. 

A decisão do hotel foi algo difícil aqui. Sem muita idéia de qual seria a melhor localização na imensa e espalhada Los Angeles acabamos decidindo por um hotel de rede em um dos pontos mais turísticos, mas não necessariamente centrais: o Quality Inn de Hollywood. Após conhecer um pouco mais da cidade certamente faríamos diferente. Estar a duas quadras da calçada da fama e do teatro chinês, pontos ultra-turísticos, de fato é interessante, mas são programas que em uma manhã ou uma tarde se acabam e no fim você está preso a um canto da cidade que não oferece muito mais que isso. Além disso, já li em outros blogs que a região não é das mais seguras pra se andar a pé, e confesso que mesmo acostumado com cidades grandes, de fato não foi muito agradável perambular pelas ruas durante a noite.


Quase eu.

De qualquer maneira, jogamos as malas no quarto (antigo e meio caído) e fomos brincar de turista na calçada da fama, Teatro Chinês e Museu de Cera com astros de Hollywood. 


A imponente porta do Teatro Chinês (tem salas de cinema funcionando).


Pra quem é cinéfilo como nós, o programa apesar de batido é divertido. Abstraia as mil e quinhentas lojinhas de souvenirs, os artistas de rua travestidos no seu personagem favorito e os milhões de turistas. Se conseguir, você poderá sentir um lado dos astros de cinema muito mais humano e próximo que se imagina. As mãos e pés impressas em cimento na frente do Teatro Chinês - muitas delas com artistas do começo do século passado, já desconhecidos da maioria do público alí presente - transparecem uma Hollywood menos marqueteira, mais amadora e distante dos endeusamentos feitos aos atores e atrizes de hoje em dia. Muitas das impressões, inclusíve, registram recados de agradecimento ao antigo dono do cinema (Sid) que começou essa brincadeira na calçada. Com um olhar mais atento, dá pra imaginar como essa forma de arte era antes dos bilionários blockbusters do cinema atual.


Sid era o antigo dono do cinema Chinês.

Como estávamos na cidade do cinema, tínhamos combinado de visitar um estúdio. Existem algumas opções à disposição, afinal, "this is Hollywood!". Acabamos comprando, na própria Hollywood Boulevard, um ticket para a Universal Studios. O ingresso nos deu direito a entrar no museu de cera Madame Tussauds, e foi o que fizemos. As estatuas são de fato muito bem feitas e o programa se torna muito divertido quando se tem uma máquina fotográfica à mão para se fazer pose ao lado dos famosos.


Não é todo dia que se dança com Fred e Ginger.


O padrinho me fazendo uma proposta que eu não poderia recusar...

Gênio trabalhando.


Ainda a noite, queríamos conhecer outro ícone da cidade, o pier de Santa Monica, com sua famosa roda gigante que colore a noite e o marco final da Rota 66, nossa velha conhecida de Flagstaf. Ao mesmo tempo, eu, particularmente, estava doido pra comer o típico churrasco americano de costelinha de porco, coisa que eu sabia que encontraria na gigante LA. Uma rápida busca em um site de "restaurantes para locais", achamos a melhor descoberta gastronômica desta viagem: o concorridíssimo Baby Blues BBQ. Aqui o que vale é a comida. Nada de ambiente requintado ou louça impecável. Pelo contrário, trata-se do velho e bom boteco sujo da esquina, que serve seu delicioso  churrasco em pratos de plástico e faz com que você se sente em mesas carcomidas. A espera é grande - ficamos quase 1h na fila - sendo lentamente torturados pelo cheiro da grelha de onde saiam verdadeiros "filés de brontossauro", para lembrar Fred Flintstone. Pedimos o prato para dois (que dava pra quatro) que nos dava o direito de experimentar quase tudo que sai da churrasqueira: dois tipos de costelinha, carne de porco desfiada, camarões, acompanhados de quiabo (uma delícia!), milho doce, feijão, cole slaw, entre outras coisas. Tudo regado a quatro molhos BBQ que ficam a disposição na mesa em nada convidativas bisnagas de plástico. Só posso descrever que comemos, comemos e quando não dava mais, comemos mais um pouco. É obrigatório para os amantes desse tipo de comida.


Visão noturna do Pier de Santa Monica

O pier, nossa caminhada digestiva, foi bem interessante também. Vale um passeio rápido para algumas fotos. Santa Monica, no geral, se mostrou bastante convidativa para caminhadas por suas lojas, centro comercial e diversos bares e restaurantes. Ficou para uma próxima vez, pois depois de comer tanto, e dirigir boa parte do dia, voltamos exaustos pro hotel.

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