sábado, 5 de novembro de 2011

França - Rennes


Panoramica da praça central e vista para a Ópera




   Rennes é a capital administrativa da região da Bretanha. Além de ter importância histórica nas constantes batalhas pelo comando do território desde a época do império romano, é hoje um importante polo industrial e tecnológico francês.

   A viagem de Vitré até Rennes dura menos de 40 min., e é impressionante a mudança de paisagem, partindo de uma periferia bastante industrial e ao mesmo tempo tecnológica (montadoras da automóveis e empresas de computaçia) para um centro antigo às margens do canal que corta a cidade.

Confeitaria e os maravilhosos macarons!



   A cidade conta com um sistema de bicicletário público aos moldes do Vèlib parisiense e pode perfeitamente ser explorada a pé ou nas magrelas. Vale a pena dar uma passada no Centro de Informações ao Turista e pegar um mapa gratuito que indica as principais atrações da cidade e projeta um roteiro a pé/bicicleta muito agradável.

   Perto das outras pequenas cidades que visitamos durante essa volta pela Bretanha Rennes parece gigante: muita gente na rua, muitas opções de restaurantes (dos mais variados preços e qualidades), grandes lojas de marca e transito.

Gabi colorida em frente à prefeitura

   Assim que chegamos já estacionamos o carro no estacionamento central (pago, porém bastante seguro), ao lado do canal. Alí é um bom ponto para explorar a cidade a pé/bicicleta pois de um lado estão o Museu de Belas Artes e o Museu das Transmissões e de outro estão a Prefeitura, o Parlamento bretão, o centro histórico, entre outros.

Vitral da Catedral de Rennes

   Empolgados com a cidade quase esquecemos de almoçar. Porém, no limite, a barriga sempre reclama e antes da Gabi chorar de fome, resolvemos escolher um restaurante pra descansar um pouco e comer nossa primeira refeição de verdade. Eis que já eram quase 3h da tarde e os restaurantes tinham acabado de fechar. Anote a dica: almoço até as 2h30!

Centro histórico 

   Acabamos restritos à praça histórica da cidade, um local bastante turístico que abriga um carrossel e muitas barraquinhas que vendem de tudo. O que nos restou foi escolher entre os inúmeros restaurantes que oferecem o prato típico da Bretanha: galettes e crepes. Sim, a modinha do Brasil de servir crepes em festas é uma tradição bretã.  A diferença é que não existe crepe salgado (este se chama gallete e é feito com trigo sarraceno, com gosto mais forte e encorpado), só doce. Outra deliciosa tradição da região é a produção e consumo de cidra, o famoso vinho de maçã servido em uma caneca rasa e de boca larga.

   A surpresa do almoço aconteceu quando nossa atendente começou, de uma hora pra outra, a nos responder em português. Surpresa zero se não fosse o sotaque e o jeito de falar. Tratava-se de uma legítima francesa que aprendeu a falar português na região do Crato, sertão do Ceará. Após longa história, nossa amiga revelou que passou um ano na região, arrumou um namorado por lá e não vê a hora de voltar e se estabelecer na região. Quem diria!

Centro histórico e lateral da Catedral de Rennes
   Papo vai, papo vem e acabamos ficando mais do que podíamos proseando e não vimos o tempo passar. Na saída do restaurante pudemos fazer o tour a pé indicado pelo mapinha amigo mas infelizmente não conseguimos entrar em nenhum museu devido ao horário (até as 5h da tarde).

   Independentemente desse fato, curtimos muito passear pela cidade e conhecer suas catedrais (são várias), jardins e ruelas escondidas. A cidade ganha muito charme por preservar uma quantidade enorme de casas medievais construídas com madeirame exposto, outra coisa que encontraríamos por toda a Bretanha.

Catedral de Rennes

   Deixamos Rennes com gosto de “quero mais” e decidimos desviar um pouco do caminho até Fougères para passar em uma vila que me chamou muito a atenção na época em que estava preparando o roteiro da viagem.

   Trata-se de uma pequena vila na periferia de Rennes chamada Châteaugiron. Acabei no site da prefeitura por acaso e me chamou muito a atenção a descrição do comercio local: 01 advogado, 02 cabelereiros, 01 mercado, 02 boulangeries, etc. Parecia lista de supermercado, mas era a quantidade de negócios disponíveis nesta pequena aldeia em volta do castelo que dá nome à cidade.

Panorâmica do fim do dia em Châteaugiron.

   A cidadezinha, no fim, valeu muito o esforço. O fim de tarde com luzes em azul e laranja fizeram do cenário um local muito gostoso para fotos do castelo e um pequeno passeio pela tal rua do comércio, com seu número contado de lojas. Deu pra perceber, pelas pessoas na rua, que a cidade serve como dormitório para quem trabalha em Rennes.

Detalhe da prefeitura de Châteaugiron

   Com tempo e sem pressa, vale a  visita. Quem sabe você não se estabelece e aumenta a lista de negócios no local?   

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