sexta-feira, 19 de abril de 2013

Kandy - Sri Lanka


 KANDY



A cidade que já foi capital do reino é hoje a segunda em tamanho e população – atualmente fica atrás apenas de Colombo, a capital. E é claro que, em tratando-se de um país que resume-se a uma pequena ilha no meio do Índico, a cidade não tem lá muitos ares de metrópole – ainda bem!

Peixes no lago.
A atmosfera interiorana no meio das montanhas dá à Kandy um ar bastante bucólico, transformando suas ruas e prédios coloniais somados aos templos antigos em um grande parque à céu aberto pronto para receber os turistas e curiosos dispostos a explorá-los.

O lago e a estátua gigante do Buda.
Resolvemos esbanjar um pouco e ficamos no McLeod Inn no alto do vale, com direito à vista para o Templo do Dente e para o lago. 

Gabi posa ao lado de mulheres no centro de Kandy.
Era a recompensa pelo “esforço” de termos economizado no resto de nossas viagens pelo país. Apesar de se localizar no meio de um vale, a cidade é muito agradável para caminhadas ao redor do lago e pelo parque central que abriga o famoso Templo do Dente.

Vista do nascer do sol da janela do nosso quarto.
Acredita-se que dentro deste templo está um dos únicos restos mortais do Buda. A lenda diz que de sua pira funerária fora surrupiado um dente que passou a ter atribuições milagrosas. Com toda a instabilidade no norte da Índia, budistas levaram a preciosidade para o Sri Lanka e lá sobreviveu entre idas e vindas da história como a maior relíquia budista do país.

Muro externo no Templo do Dente.
Entrada do Templo.
O que importa aos não-budistas é a riqueza e grandiosidade do templo que abriga o artefato, uma das maiores atrações da cidade.

Corredor que leva ao primeiro altar.
Apesar de ninguém poder de fato ver o famigerado dente, tudo que o envolve é magnífico: portas de madeira trabalhadas, entalhes pintados de ouro, ornamentos, estátuas e bandeiras coloridas marcam a suntuosidade do lugar.

Bandeiras e entalhes.



 Outro fator que chama a atenção é a fé dos que encaram a experiência do templo como seguidores da religião e não como meros apreciadores da arte impregnada no edifício. 

Alguém tem a chave para o paraíso?
Sentamos no chão, em frente à sala do dente, junto à outros cingaleses ali postos para meditar, outros reunidos em família, com crianças pequenas, apenas para receber alguma iluminação daquele lugar sagrado. A troca se dá por meio das oferendas, basicamente composta de flores e incenso.

Oferendas.
Outra atração local é um show de dança folclórica cingalesa que é apresentado conjuntamente com uma demonstração de pirotecnia: engolidores de fogo, gente andando em brasa e toda aquela história que vemos (víamos?) nos circos. 




A plateia é composta 100% de turistas, ainda assim dá pra aproveitar como uma introdução aos rituais artísticos locais.

Mr. Malox.
Kandy se valoriza ainda mais no pôr-do-sol quando o mundo fica azul e as luzes da cidade pintam o lago de amarelo. Da mesma maneira, presenciamos o nascer do sol no alto da montanha (modestamente da janela do nosso quarto).

 

Ao fim de nossa passagem pela cidade, resolvemos deixa-la da mesma maneira que chegamos: de trem. Em duas horas estávamos mais uma vez em Colombo, na beira do mar, mas já com  saudades da tranquilidade da cidade que se pinta de luz.

O trem de volta a Colombo.

Um comentário:

Celina disse...

"cidade que se pinta de luz"

A cada dia as expressões utilizadas para descrição são explosões de sentimentos. Eu ADORO!

E a foto da água em pequeno rodamoinho com os tons azulados dos peixes? Capacidade de pegar o momento certo e expor para quem ter o desejo de ver.

Obrigada sempre por compartilhar.

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