domingo, 12 de maio de 2013

Dambulla - Sri Lanka


DAMBULLA


No trajeto de volta de Sigirya para Kandy, tínhamos nos programado de passar pela cidade de Dambulla, sede do icônico Templo da Pedra Real que guarda inúmeras representações e objetos sagrados relacionados ao budismo.

Logo na entrada do templo há um Buda dourado de 30 metros de altura sentado em posição de meditação. Lá longe, ele parece observar, com respeito e até uma certa curiosidade, o antigo monastério de Sigirya aninhado no topo da rocha imensa que desponta no horizonte.

O Buda gigante guarda a entrada do templo e olha para Sigiryia ao longe.
Hoje, por conta do grande fluxo de turistas, o local adquiriu ares bastante comerciais e em alguns pontos fica com cara de uma Disney-religiosa-paraguaia, com alguns detalhes bizarros e até um pouco assustadores.

A entrada é, digamos assim, espalhafatosa...
Por exemplo, ao lado da bilheteria, há uma fila quilométrica de estátuas de monges budistas levando oferendas – e aí você pensa “nossa, que legal, vai dar uma boa foto” – até se dar conta que não, não são pessoas de verdade, são estátuas. Me-do.

Mãe, onde é o Piratas do Caribe?
A história de Dambulla remete ao primeiro século depois da era comum, quando o Rei Valagamba buscou refúgio cidade, onde enormes cavernas naturais foram aproveitadas tornando-se locais de peregrinação. 

Stupa dourada. Apesar das bizarrices o templo é lindo!
Os cinco templos esculpidos na pedra tiveram suas paredes pintadas e decoradas com motivos religiosos enquanto o interior de todas elas guarda mais de 150 imagens do Buda.

Estátuas dos Budas iluminados. Muito bem preservadas.
O Buda deitado.
Subindo as escadas que levam aos templos, fomos recebidos pelos seus infames moradores: um bando enorme de macacos. Tinha macaquinho, macacão, macaco arrepiado, bebê macaco, macaco quase caindo na sua cabeça, macaco estátua, macaco bravo, macaco assustado. Alguns catavam piolho, outros comiam, os pequenos brincavam e alguns felizardos faziam... macacadas.

Ê macacada!
Agora o legal mesmo era ver a turistada ser perseguida por algum macaco adolescente mais atrevido que vinha roubar as flores de lótus que eram pra ser oferenda ao Buda. Sem nenhuma dó eles miravam especialmente nas crianças que, assustadas com a perseguição do símio, atiravam a oferenda ao chão e saiam correndo agarrada aos pais.

A criançada com medo dos macacos.
As representações no interior das cavernas são muito bonitas e se repetem nas posições do Buda: sentado, em meditação, deitado. Uma das peças mais bacanas que vimos foi uma stupa inteira rodeada por uma das passagens mais interessantes da história de Sidarta. 

A famosa imagem do Buda protegido pela Naja.
Buscando a iluminação na floresta, diz-se que o sâmana estava em estado profundo de meditação e integração com a natureza. Com o prenúncio de uma chuva de monção, uma naja real subiu por suas costas e abriu-se sobre ele de maneira que o jovem não se molhasse e pudesse continuar sua busca em paz. Bonito, né?

Gabi, versão budista.
Ainda que algumas cavernas impressionem pelas suas dimensões (a maior delas mede 52 por 23 metros e conta ainda com 7 metros de altura) o complexo não é muito grande e é possível visita-lo em 2h. Voltamos no final da tarde para Kandy onde, no dia seguinte, partimos para Colombo.

Fachada das cavernas que abrigam as estátuas e pinturas budistas.


Um comentário:

Celina disse...

Gostei muito das estátuas dentro da caverna e a luminosidade das fotos transmite paz e aconchego mesmo o ambiente sendo de pedra.

Filha, para os monges ficarem enfileirados aguardando o turistas seriam insano. Fica a imagem de como deveria ser em dias especiais, principalmente no dia em que vocês estiveram juntos recebendo iluminação. Sua foto solitária, sentadinha é o retrato da menina-mulher.

As crianças de branco sorrindo e fugindo dos macacos é tudo de puro e faceiro.

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