terça-feira, 14 de maio de 2013

Mumbai - India






Chegando em Mumbai, nós tínhamos uma janela de mais ou menos 12h na cidade, até pegarmos um ônibus noturno as 21h para Jalgaon. Ainda dentro do aeroporto decidimos contratar um taxi para ficar o dia todo rodando com a gente para que pudéssemos conhecer pelo menos os principais pontos turísticos.


Detalhe de um dos jardins da cidade.
Na saída do aeroporto já pegamos um trânsito bem pesado – o que mais uma vez confirmou o fato de que o excesso irresponsável de veículos é um dos principais sintomas de uma doença comum à todas as cidades grande dos países em desenvolvimento. 

Também ali, fazendo fronteira com a balbúrdia hight tech dos painéis eletrônicos anunciando chegadas e partidas do voos, é possível ver de relance uma favela imensa, com um grau de desumanidade que só é próprio à miséria urbana. Estes contrastes, que denunciam o abismo social na cidade mais fashion da Índia, seguem como pano de fundo de toda Mumbai.

Gateway of India, um dos lugares mais lotados que fomos.
Começamos no Gateway of India que além de um marco histórico é um dos principais pontos de encontro da população – e num sábado ensolarado, borbulhava de tanta gente. O monumento em si foi  construído em 1924 para comemorar a vinda do Rei George V, em uma de suas visitas oficias à antiga colônia britânica.

Divertido foi ficar vendo os queridões posar para as velhas fotos em perspectiva...
Bem ao lado, o Hotel Taj Mahal Palace desponta como uma joia da arquitetura Islâmica e Renascentista, atraindo a alta sociedade indiana bem como os turistas abastados do “ar condicionado e comida ocidental”. Interessante é saber que o prédio foi construído em 1903 pelo megaempresário JN Tata (sim, o cara que deu o nome para gigante “Tata”) quando sua entrada num hotel europeu foi recusada por conta dele ser um nativo. Chupa essa manga, meu bem.

O imponente hotel. Por dentro é bem luxuoso também - e não  fomos barrados apesar da aparência de mochileiros.
O Chhatrapati Shivaji Terminus (ou também Victoria Terminus) é uma das principais artérias da sempre lotada malha ferroviária indiana – e o terminal mais movimentado de toda Ásia. O edifício gótico construído em 1887 é uma memória de concreto da época colonial do país, contando com domos, pilares em espiral e vitrais coloridos, o que fez com que fosse reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco em 2004.

Centro do imenso prédio da estação de trem.

Apesar dos lugares que visitamos serem bem próximos, tivemos alguma “dificuldade” de comunicação com o motorista do taxi que insistia em nos levar para lugares que não eram aqueles que havíamos acordado. 

Porta de entrada da estação.
O trânsito caótico também não ajudou muito e a verdade é que não tivemos uma experiência muito bacana em Mumbai – e certamente pularíamos a cidade numa próxima vez.

Detalhe de um dos inúmeros prédios históricos do centro de Mumbai.
Gostar das cidades grandes tem sido um desafio cada vez maior – a não ser que estejamos com um local. O simples fato de ser um estrangeiro tentando viajar de forma independente acaba virando um stress interminável: a sensação notória é que todo mundo está tentando se aproveitar de você, de alguma forma. Algumas vezes você percebe, outras cai no esquema e por ventura você acaba batendo boca com alguém – que não está nem aí para sua indignação. O resultado acaba sendo como saímos de Mumbai: exaustos e sem nenhuma vontade de voltar. Uma pena.



Um comentário:

Celina disse...

Isso é que é revidar com classe e de forma " concreta", estimado JN Tata.

Adorei!!!!

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