quarta-feira, 10 de julho de 2013

Caminho para Johdpur - Índia




De Udaipur para Johdpur fomos de carro, uma viagem com bom custo benefício de estrada ao invés de ferrovias. Acima de tudo, optamos por esta rota pela oportunidade de fazer duas paradas bem legais para conhecer outros dois monumentos históricos: um forte e um templo.

Portão principal da impressionante muralha de Khumbahlgarh. 
O Forte de Kumbahlgarh, um dos vários construídos por Rana Kumbha na era rajput, foi de grande importância no império mewar e ao chegar ali percebe-se o porquê. 

Gigante mesmo.
Encastelado no topo de um morro a mais de mil metros acima do nível do mar, esta fortaleza gigante só foi tomada uma única vez, pelas forças combinadas dos exércitos de Amber, Marwar e o famoso imperador mughal Akbar – e mesmo assim eles só conseguiram mantê-lo ocupado por dois dias.

Um dos inúmeros templos dentro do complexo do forte.

As muralhas do forte se estendem por 36 quilômetros e o que mais impressiona é a sua espessura – que em alguns pontos pode chegar a mais de 6 metros! O interior da construção não apresenta muitos atrativos, tendo em vista que está todo vazio e não é exatamente decorado por ser um edifício militar.

Pula Gabi!
O grande atrativo está na vista que o topo de Kumbahlgarh proporciona, um privilégio do ponto de vista de estratégia de defesa e um deleite para os turistas de hoje poderem apreciar uma vista da região em 360o

O castelo reina soberano em cima do da montanha, dominando o vale.

A paisagem vai até onde os olhos alcançam e vale a pena perder alguns bons minutos aproveitando o vente leve que bate lá em cima e tentado descobrir as trilhas no meio do cerrado.

Tia Fá e eu nos esbaldando no thali indiano. Grata surpresa na parada entre o forte e o templo jain. (foto Má)
Dali seguimos para Ranakpur, um dos maiores e mais importante templos jain da Índia. Também conhecido como Jain Dharma, esta religião indiana prega a não violência e convivência harmônica e equitativa entre todas as formas de vida, práticas pelos quais seus seguidores acreditam que podem sair do ciclo de reencarnações.


Panorâmica do templo.
 Com este entendimento sobre o funcionamento do mundo, as regras para entrada no templo principal, de Chaumukha Mandir, vão muito além da tradicional retirada dos calçados. 


Você, mulher impura, fica de fora!
Não é permitido entrar com qualquer item de couro (cintos, bolsas, etc) e mulheres menstruadas também ficam de fora. (E a pergunta da Má foi: “como será que eles fiscalizam?”).


Detalhes ricamente entalhados no mármore.
Construído inteirinho em mármore branco, o prédio data do século XV e tem 29 vestíbulos, 80 cúpulas e mais de 1400 pilares ricamente esculpidos do chão ao teto. 


Uma das cúpulas.
Os detalhes são o que mais impressiona: cada centímetro que se olha é possível ver um desenho, arabesco, temas flores e/ou representações de divindades burilados um a um nas pedras.

Um dos religiosos entre as maravilhosas colunas.
Ainda seguindo pela longa viagem até Jodhpur, tivemos a oportunidade incrível de presenciar uma cerimônia tradicional de comemoração do Holi acontecendo nos rincões da Índia.


Vários homens dançavam e cantavam em círculos, todos vestidos de branco e manuseando uma espécie de guarda-chuva aberto em meio um baile ensaiado. 


Mulheres que encontramos na beira da estrada quando paramos para ver a dança (foto Tia Fá)
O clima era de alegria e apesar dos mais velhos liderarem a dança, alguns mais novos se aventuravam na roda.

Por indicação do nosso motorista, esse foi o lanchinho do meio da viagem. E não é que estava bom? (foto Tia Fá)


Além da visita ao forte e ao templo, são surpresas como esta que uma viagem de carro por regiões bastante remotas podem lhe presentear – por isso vale a pena fazer esse trecho explorando as estradas indianas.



Um comentário:

Marcelo Cavalheiro disse...

Simplesmente magico! .... Faço votos de Força, paz e fé. Que tragam na bagagem aprendizados que agreguem e que façam a diferença que o mundo precisa. Parabéns

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