sexta-feira, 5 de julho de 2013

Jaipur - India




Jaipur é a capital do Rajastão sendo também sua maior cidade. Popularmente conhecida como a “cidade rosa”, percorrendo suas ruas é possível entender a razão do apelido: a maioria dos prédios e quase a totalidade dos monumentos históricos têm suas paredes pintadas de um tom rosado, quase salmão, que dá uma vivacidade única à urbe.

As ruas de Jaipur.

A explicação para tanto é que em 1876, por conta da visita do Príncipe Edward VII da Inglaterra, o Maharaja Ram Singh ordenou a pintura de toda a cidade antiga de rosa, tradicionalmente entendida como a cor da hospitalidade. Desde então os seus moradores são obrigados por lei a manter esta mesma aparência nos edifícios.

Detalhe do Forte de Amber.
Esta é uma cidade planejada e que foi fundada em 1727. Construindo a nova capital do seu império, o então Maharaja Sawai Jai Singh II consultou diversos livros, arquitetos, astrólogos, brâmanes, matemáticos e astrofísicos para saber quais os elementos arquitetônicos mais auspiciosos que deveriam constar na nova cidade.

El bigodón del palácio!
Mesmo com depois de tanto planejamento, nenhum guru poderia prever as proporções da expansão deste município onde hoje é possível encontrar de tudo. 

Vendedora de grãos nas ruas de Jaipur.
Carros e tuktuks disputando centímetros nas ruas apertadas, um calor de méldels (os termômetros chegaram a marcar 37oC!!!), camelos e elefantes desfilando por aí.


A quantidade de lugares históricos e extremamente bem preservados para se visitar é impressionante. O Palácio da Cidade é já um pouco mais moderno mas guarda uma coleção maravilhosa de roupas e vestimentas reais, bordadas com fios de ouro e prata com um grau de delicadeza que é impossível pensar hoje em dia. 

Gabi faz pose em frente à sala de audiência.
Interessante é saber que a família real ainda mora lá, até hoje – e no dia em que fomos visitar eles deviam ter feito a maior balada porque inúmeros caminhões com mesas, cadeiras e enfeites de festa saíam do portão de serviço.

Portas do palácio, são quatro: uma para cada estação do ano.
Guarda tira um cochilo na porta do palácio. 
Já o Hawa Mahal parece um conto de fadas: um palácio de dimensões um pouco menores mas extremamente charmoso, reservado às mulheres da corte. 
Pátio interno do Hawa Mahal.
O áudio guia vale muito a pena para ter um entendimento mais aprofundado do monumento e da cidade como um todo. A sala dos vitrais é uma beleza a parte.

Hawa Mahal.

O Museu Central, também conhecido como Albert Hall, fica um pouco deslocado do padrão arquitetônico de Jaipur e parece que caiu lá de paraquedas vindo diretamente de Londres. 

Por essa ninguém esperava...
A coleção no entanto é maravilhosa, com destaque para os tradicionais vasos de cerâmica azuis feitos naquela região e também as rendas delicadíssimas. Mas na verdade o grande sucesso do museu eram as duas moçoilas, Má e Fá, que pareciam celebridades de tantos indianos pedindo para tirar fotos com elas. Haja sorriso no rosto!

Família que queria foto com as super-stars!
Finalmente vale alugar um taxi para ir um pouco mais longe da cidade para conhecer o Amber Fort. 
Tia Fá no nosso taxi modernérrimo!
Esta mistura de fortaleza com palácio real traz um dos complexos mais bonitos que vimos na Índia, com uma Sala de Espelhos que é de tirar o fôlego. 

Sala dos espelhos em Amber.
Lá ainda é possível conhecer uma galeria de arte contemporânea e também passar por algumas lojinhas bem legais de produtos tradicionais com design contemporâneo.

Pátio principal do Forte.
Uma das entradas do forte.

No meio de tanto bater perna para conhecer essas belezuras todas, nós introduzimos mãe e tia no mundo maravilhoso dos lassi na Índia, levando-as no Lassiwalla. Não contente com um potinho de barro recheado de iogurte recém batido até a boca, a Má não contou nada pra ninguém, foi lá sozinha e pediu outro inteirinho – acho que ela gostou!

Muralha e lago do forte de Amber.
Andando numa das ruelas onde a Tia Fá nos arrastou atrás de mais um vendedor de jóias, achamos uma fabriqueta de paneer (queijo não fermentado tradicional da Índia) onde um dos funcionários fez questão de que experimentássemos um pedacinho, ainda quente. Ma-ra-vi-lho-so!

O queijeiro de Jaipur.
E as compras em Jaipur?!? Estejam preparados: é praticamente o paraíso! Depois de termos tido um acesso de fúria de compras ao descobrir a Anokhi (loja indiana descoladex, linda e baratíssima para a qualidade dos produtos), seguimos para os infindáveis panos tradicionais, pintados a mão com a técnica de carimbo. 

Tecidos pintados com os tradicionais carimbos
Além de muitas echarpes, pashminas, roupas de cama e mesa, enfeites, um mais lindo que o outro – e tudo eles despacham pelo correio para o Brasil (e fiquem tranquilos que com mais ou menos tempo, chega direitinho!).

Visão do salão dos espelhos dos jardins.

Tivemos uma estadia deliciosa em Jaipur e foi unânime que este foi um dos lugares mais legais do Rajastão. Apesar do trânsito e do calor infernal, cidade é muito gostosa, os prédios históricos são lindos e as compras, uma perdição. E viva a cidade rosa!



2 comentários:

Celina disse...

E viva as irmãs poderosas!!!!

Cores inesquecíveis e novos sabores. Maravilha terem mergulhado nesse mar de calor.

Anônimo disse...

Ótimas dicas! quanto tempo ficaram em jaipur para visitar esses lugares?

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