domingo, 7 de julho de 2013

Pushkar - Índia




Pushkar é um lugar sagrado para os Hindus, que segundo as tradições, devem fazer uma peregrinação para lá pelo menos uma vez na vida. A cidade se sustenta em torno de um lago que, segundo o hinduísmo, surgiu a partir de uma for de lótus que foi depositada ali pelo próprio Bhrama.

Indianos se banham em um dos ghats no lago sagrado. (Foto Tia Fá)
A primeira coisa que nos chamou a atenção foi a limpeza da cidade – algo que pode saltar aos olhos depois de mais de um mês viajando pela Índia. Todas as ruas eram estranhamente limpas, sem lixo no chão, e os vendedores da alameda principal que ladeia o lago, estavam o tempo todo varrendo a frente das lojas e recolhendo o lixo. Ponto pra eles!

Vendedores de rua. (Foto Tia Fá)
Foi ali que tivemos a nossa primeira estadia em um verdadeiro haveli – antigos palácios da nobreza indiana que normalmente são restaurados e adaptados para receber turistas, ainda que mantendo o ar tradicional de realeza.

Fonte do pátio do Haveli. Gabi cmendo, pra variar... (Foto Tia Fá)
A porta gigante de madeira maciça ainda com grandes pinos de proteção anti-elefante, anunciava a entrada do Inn Seventh Heaven. 

Idéia genial e muito saborosa do Haveli: montar um carrinho de comidas de rua feitas com toda higiene que o turista quer para experimentar essas delícias.
Assim que adentramos o edifício todo pintado de branco, uma visão: um pátio interno aberto, todo de mármore, com uma fonte central e uma trepadeira milenar que escalava os cinco andares envolvendo as paredes internas. Tivemos uma estadia maravilhosa, definitivamente recomendado!

A rainha do Haveli.
Ainda que tenha um clima bastante gostoso e descontraído, a verdade é que não há muito o que fazer em Pushkar. O lago central da cidade, uma das principais atrações, conta com 52 pequenos ghats onde sempre há um grupo fazendo suas abluções e oferendas. Mas para nós dois, que já tínhamos passado pela experiência avassaladora de Varanasi, não empolgou muito...

Cenas do ghat.

Já a segunda grande atração é um templo de Bhrama, um dos únicos do país dedicado à principal divindade do hinduísmo – mas a verdade é que ficamos bastante desapontados. 

Peregrinos caminham em direção ao templo.
Depois de passar por um grupo grande de peregrinos que se acotovelava logo na entrada, passamos pelo portão e nos deparamos com um pequeno templo, quase tímido, com várias inscrições nas paredes dedicadas aos mortos. Em dez minutos (ou menos?) já tínhamos dado a volta toda no prédio – e depois dessa desistimos de conhecer os templos e resolvemos aproveitar o nosso haveli.

Entrada de um dos templos da cidade.

O entardecer na beira do lago, onde tivemos a oportunidade de acompanhar um estudante de cítara dedilhar suas notas por vários minutos, trouxe um encantamento charmoso à Pushkar junto com a experiência de princesa que foi ficar no haveli. 

Entardecer na beira do lago.

Mas fora isso, a cidade não empolga muito e as atrações deixam bastante a desejar – em pouco mais de duas horas você vê tudo e fica com cara de “ué?”. Fica a dica para os próximos viajantes!




Um comentário:

Boia Paulista disse...

Oi, pessoal. Tudo bem? :)

Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

Até mais,
Natalie - Boia

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