sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Semporna (Sipadan, Borneo) - Malaysia










Quando ficamos em Dahab, mergulhando no Mar Vermelho, conhecemos uma instrutora muito legal do Sea Dancer Diving Center. Enquanto ainda estávamos completamente maravilhados com o mergulho por ali, Marlies nos contou de um lugar em Borneo na Malásia, chamado Sipadan, que segundo ela era o melhor ponto de mergulho de todos os tempos. Isso tudo foi no final de dezembro de 2012 e quase não conseguíamos nos aguentar de ansiedade quando, sete meses depois, estávamos finalmente chegando nesse paraíso a tanto esperado.
A cidade base para conhecer o arquipélago é Semporna e, uma pena, não poderia estar mais longe do paraíso. Ela é feinha de dar dó, mal cuidada, com lixo por todos os cantos e não tem nada, absolutamente nada pra fazer lá - minto: tem um supermercado grandinho, rá! Mas apesar dos pesares é ainda uma boa opção para quem está interessado exclusivamente em mergulho, já que as operadoras oferecem bons pacotes para acomodação.
Semporna: só pra dormir.
Outra opção é ficar em alguma das ilhas do arquipélago, o que apesar de encarecer um pouco pode ser uma boa quando planejado com antecedência - mais uma vez pelas ofertas que os resorts fazem de mergulho + acomodação + alimentação. 
O mar e suas cores...
O destino mais conhecido é a ilha de Mabul, por ter também alternativas mais econômicas e uma bela praia - mas quando fomos eles estavam com um problema sério de percevejos ("badbugs"), uma praga que não escolhe preço em hotel.
Hotel em palafitas em Semporna.
Apesar de Semporna ser um lugar de poucos atrativos, mergulhar em Sipadan recompensa qualquer esforço. O problema é que o lugar é tão procurado que o governo malaio restringiu o acesso a 200 mergulhadores/dia e encontrar datas disponíveis já é uma preocupação.
Ilha de Sipadan e cabine de controle de mergulhadores.
Acabamos escolhendo a Sipadan Scuba por um motivo muito prático: eles eram o único centro que ainda tinham licenças disponíveis para as datas que nós estaríamos lá. 
E quando acaba, acabou, sem choro nem vela. Por isso é importante ter algum planejamento na hora de seguir para Semporna, de maneira a comprar um pacote que tenha obrigatoriamente pelo menos um dia de mergulho na ilha mais famosa – o que normalmente é complementado por dois outros dias em outras ilhas igualmente boas, mas que não são a joia do lugar.
O mar movimentado de Semporna.
Felizmente tivemos uma experiência boa com a Sipadan Scuba, nada a reclamar. Os equipamentos são bons, alguns bem gastos (como é possível perceber pela minha roupa de mergulho) mas em geral funcionam bem. 
O casal mergulhador.
Como a maioria dos PADI Resorts eles têm um sistema de "locker's" individuais onde você é responsável pelo seu equipamento que será exclusivo para seu uso enquanto estiver naquele dive center. O hotel conveniado com eles também é bem legal, com quartos pequenos mas de padrão internacional, internet wifi OK e serviço atencioso.
Como diz a Gabi: "eu mergulho pra ver peixinhos coloridos!"
Ahhhh e o que falar dos mergulhos? É difícil descrever tanta diversidade, tanta riqueza, tanta vida marinha e tanta visibilidade num só lugar - vai parecer história de pescador mas juramos que é tudo verdade. Para quem já ouviu falar sobre o lugar, o que podemos dizer é que é mais, muito mais.
Que água é essa?
Nosso primeiro mergulho foi já de cara na ilha de Sipadan, onde fica o Barracuda Point, o melhor ponto de mergulho do mundo segundo a CNN Travel (2012). Essa pequena ilha oceânica é riquíssima em nutrientes e suas correntes atraem todos os tipos de peixe, desde os mais coloridos e pequeninos até os enormes giant bumphead parrot fish – uns bichões que parecem umas “vacas do mar” e ficam em bando pastando pelos corais.
Barracuda Point.
A grande atração ali são os tubarões de recife, em especial os de ponta branca e negra, além do cinzento (grey reef shark). 
Mergulhadores e um tubarãozinho.
Em um determinado ponto do mergulho estávamos cercados por cinco tubarões que apesar de não chegarem a mais do que 1,5m estavam todos descansando tranquilamente no chão de areia.
Tubarão!
As tartarugas impressionam não apenas pela quantidade (chega a cansar de tanta tartaruga que se vê dormindo, nadando ao lado ou nas cleaning stations) mas também pelo tanto que são amigáveis. 
Tartaruguita nem aí pra gente...
Normalmente elas ficam ali paradonas olhando o que você, bicho-estranho-não-aquático, vai fazer com aquela parafernália toda e só resolvem se mexer quando as bolhas do ar comprimido saem fazendo um barulhão.
Cleaning station.
Para nós dois uma das experiências mais bacanas foi mergulhar no meio do cardume gigante de jackfish que simplesmente te “fagocitavam” quando você resolvia entrar ali no meio. 

Os trevalis gigantes caçam incessantemente no meio do cardume e de vez em quando é possível escutar um “croque” de alguém sendo devorado por estes predadores que lembram um atum.

Observar um cardume de barracudas chevron de pelo menos 1,2m de comprimento é um deleite para os olhos, num balé tranquilo que quase não combina com os dentes afiados e a cara de mau desses peixes. Poder aproveitar esse espetáculo com calma e de diversos ângulos é uma oportunidade única numa dimensão que só é possível ali.
Cardume de barracudas.
Durante todo o mergulho fica claro porque este lugar é tido como um dos melhores pontos do mundo. A diversidade de vida marinha e a quantidade de animais que convivem naquele pequeno espaço de mar é inacreditável. 
Incrível, não?
Uma correnteza leve torna a experiência mais efêmera quando fica difícil saber pra onde olhar com tanta coisa linda passando: uns vinte giant bumphead parrot fish, um cardume imenso de jackfish, alguns tubarões de ponta branca, peixinhos coloridos de todos os tipos, duas tartarugas dormindo, mais pra frente o cardume de barracudas, outros tubarões de ponta negra, mais tartarugas e por aí vai. Tudo ao mesmo tempo agora.

Um dos pontos que mais gostamos foi a Turtle Tomb, pela charmosa abertura (nem chega a ser uma caverna) que é possível entrar logo no início da descida, além de um paredão que se estende por todo o percurso. 

O nome, um tanto quanto mórbido para as pobres tartarugas, resulta pela quantidade de formações ocas intricadas no meio dos corais que criam uma espécie de labirinto onde algumas delas se perdem e não conseguem subir a superfície para respirar e acabam morrendo no local.

Para quem gosta de mergulhar, Sipadan e pontos ao redor são a pura amostra que esse esporte tem um verdadeiro paraíso na terra (ou no mar...). 

Apesar de Borneo ser muito longe do Brasil, vale muito a pena programar férias no lugar e trazer na bagagem imagens inesquecíveis desse pedaço de vida marinha sem igual. 

PS: Temos muitas fotos e muitos vídeos que compartilhamos com prazer com quem tive interesse. Deixe um comentário que entramos em contato!


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Kuching - Malaysia




Muitas vezes durante essa volta ao mundo tivemos que parar nossa rotina semi-alucinada de absorver tudo o que passa em nossa volta para dar um tempo para as coisas assentarem na cabeça e no coração. As vezes por necessidade do corpo – afinal não há fim de semana ou feriado - , as vezes por imperativo de programar algo maior que viria a seguir.

A calma do rio em Kuching.
Quando decidimos ir a Kuching os dois motivos se encontraram. Em poucos dias os pais da Gabi atravessariam o mundo para nos encontrar ( e assim teríamos que planejar todo o roteiro com eles) ao mesmo tempo em que nós dois precisávamos de uma folga para respirar um pouco depois de muitos dias sem parada.

Ao deixarmos o Parque Nacional de Mulu optamos pela capital de Sarawak (um dos dois estados malaios na ilha de Borneo), para aproveitar os privilégios de cidade grande para acertar o futuro e o fôlego também.

Central da polícia em centro histórico.
É claro que a escolha não foi aleatória, afinal queríamos ver os orangotangos da reserva natural de Semenggoh - oque foi um excelente bônus nos 5 dias que passamos basicamente trabalhando no atraso deste querido blog e no agendamento de hotéis, compras de passagens e reservas de transporte entre Malásia e Indonésia, nossos próximos destinos.

Confesso que foi uma semana mais interna no nosso excelente albergue (um dos melhores de toda viagem!), o Singgahsana do que qualquer outra coisa, mas até que deu pra aproveitar o que a cidade tinha de melhor.

O novo amigo, Peter.
Como sempre nessa viagem, nunca estamos sozinhos e desde Mulu estávamos acompanhados de um novo amigo (em breve no Laços pelo Mundo), o Peter. Ele é um londrino que está a seis meses desbravando o sudeste asiático e se juntou a nós para esse trecho Mulu-Kuching. Ficamos todos no albergue e juntos fomos conhecer uma das principais atrações da cidade, o Santuário de Orangotangos de Semenggoh.

Mãe e filhote, os primeiros a nos saudar.
O parque é bem manjado pelos turistas da região e conta com dois horários de alimentação dos macacões em que é dada a certeza do encontro com os primatas. As 10h30 da manhã e as 4h da tarde alguns tratadores deixam comida para os animais em épocas que eles não encontram alimentos suficientes na mata que forma o parque.

O macho dominante. Sua presença fortíssima.
Como estávamos nessa época, pontualmente no primeiro horário tivemos o privilégio de estar cara-a-cara com o bichões de pelo alaranjado. Foi incrível. Mais uma vez a reminiscência de nossa experiência com os gorilas em Uganda voltou à mente e foi como se nos conhecêssemos já à muito tempo.

O jovem desafiante. ainda falta alguns anos para ele ter condições de ser o líder do grupo.
Apesar do encontro forçado – os animais estavam ali para comer - tudo é muito natural, tudo do jeito deles, e não nosso. Isso faz com que a experiência difira muito de ver os bichos atrás das grades de um zoológico. Aliás, mesmo aqui não tem nada de grades, e os animais passam por cima de nossas cabeças o tempo todo, seja pelos galhos das árvores, seja pela cordas esticadas por sobre o pátio.

Vale a pequena viagem até o santuário e os 40 minutos que se passa observando os macacos comerem suas bananas, ovos cozidos e demais alimentos oferecidos pelos rangers.

O mcho dominante se apresenta.
Kuching também é conhecida por ser uma das cidades mais multiculturais da Malásia. Além das migrações chinesas, uma constante no país, é ali que estão representadas algumas tribos de Borneo, formando um caldeirão de culturas nativas da ilha somadas à origem muçulmana dos tempos do sultanato de Brunei além dos “estrangeiros” que vieram depois.

Um passeio bacana que infelizmente não fizemos foi passar uma noite em uma “long house”. Trata-se de casas coletivas construídas sob palafitas pelas tribos na beira dos rios e que chegam a abrigar mais de cem pessoas divididas em cômodos familiares. O mais interessante é que boa parte dessas comunidades vivem assim até hoje.

Museu de Etnologia de Kuching.
Apesar de não termos tido essa experiência pudemos aprender bastante sobre as diferenças arquitetônicas e culturais dessas casas e tribos no museu de etnologia de Kuching, um local bacana para tardes chuvosas na cidade.

Interior do museu.
Outra curiosidade interessante é o Kek Lapis. Essa iguaria local nada mais é do que um bolo em camadas finíssimas que originalmente faz parte da celebração de uma data especial. Além de muito gostosos, são super coloridos e pode-se encontrar em qualquer lugar. Comemos um com camadas de chocolate com cobertura de cream cheese que estava fantástico!

Muitas opções coloridas de Kek Lapis.
Uma dica bacana é tirar uma tarde preguiçosa e caminhar na beira do rio, comendo um Kek Lapis ou tomando um sorvete para depois atravessar e jantar em uma das diversas barraquinhas de comidas típicas que se concentram ao lado da Assembleia Legislativa de Sarawak, um passeio mais que saboroso.

A Assembleia Legislativa à esquerda e o calçadão à beira rio na outra margem.
Kuching é uma cidade grande que conta com todos os recursos ocidentais que um viajante cansado dos perrengues da estrada pode pedir. Aqui tivemos internet rápida, boa comida e um hotelzinho mais do que confortável.


Com o fim de nossa estadia estávamos com tudo programado para os próximos destinos e com o corpo e alma prontos para voltar a absorver novas lições que o sudeste asiático tinha a nos ensinar. Nos despedimos do Peter e rumamos para um dos lugares mais esperados por nós desde os mergulhos no mar vermelho: Sipadan, a Meca dos mergulhadores! Mas isso fica para o próximo post...

domingo, 25 de agosto de 2013

Parque Nacional de Mulu - Malaysia



A primeira viagem que nós dois fizemos juntos foi para o Parque Estadual Turístico do Alto do Ribeira, mais conhecido como PETAR, no estado de São Paulo. Se embrenhando por entre fendas enlameadas, escalando pedras para cair de bunda no chão e morrendo de frio nas águas geladas de um rio barrento, nós descobrimos o amor. O apoio entusiástico de Flit, Zanella e Leilinha regados a algum forró e muita cachaça de banana ajudaram bastante - que romântico!
Mas foi ali que eu descobri que o moço era apaixonado por cavernas e adorava colocar uma lanterna de cabeça para bancar o espeleólogo por entre as passagens claustrofóbicas destas formações escuras. E depois de algumas incursões não é que eu virei uma cavernícola bem ajeitadinha? Foi por isso que, assim que soubemos da existência do Parque Nacional de Mulu, em Borneo - Sarawak, não pensamos duas vezes em correr pra lá.
A aventura começou logo no aeroporto. Por ser uma região muito isolada só é possível chegar no parque nacional por meio de uma única companhia aérea que opera um avião turbo hélice, daqueles que levam não mais do que 40 pessoas e a cada corrente de ar mais forte você solta um "putaqueparió". É claro que só fomos saber disso quando chegamos no aeroporto e resolvemos de última hora mudar todo itinerário e voar pro parque.

Tivemos a incrível sorte de pegar os dois últimos assentos, mudamos o nosso vôo da AirAsia, passamos uma única noite em Miri (completamente dispensável, se possível vá direto para Mulu) e no dia seguinte embarcamos. 

Chegando lá, descobrimos mais uma vez que tiramos a sorte grande porque normalmente as entradas para o parque nos meses de férias esgotam com semanas de antecedência - e eles tinham não mais do que 5 vagas para os dias que queríamos ficar.

Além disso, por ser um lugar completamente isolado, os opções de hospedagem são escassas e a alimentação, por questões logísticas, não é barata. Resumo da ópera: mais uma vez o anjo que protege os bêbados, as criancinhas e os mochileiros olhou por nós, do contrário cairíamos numa grande roubada. E a dica mais importante de todas é não ir pra lá na louca, sem fazer as reservas do parque, dos passeios (como vamos relatar mais pra frente) e da hospedagem com antecedência porque a chance de ficar sem nada é grande.
Achei que era de brinquedo. Errado!
Apesar de terem algumas pousadas e casas de família bastante simples para se hospedar ao redor do parque, o legal mesmo é ficar lá dentro. Não tanto pela proximidade (tudo fica a exatamente 5 minutos de caminhada, menos o aeroporto, que fica a dez) mas sim porque eles oferecem vários tipos de acomodação com preços variados. Nós ficamos no alojamento, a opção mais barata com 21 camas num galpão conjunto e banheiro compartilhado, além de armários individuais com cadeado e uma pequena cozinha. Foi tudo muito bem a não ser por uns ingleses que ficaram jogando baralho até as 4 da manhã seguido por chineses que acordaram em seguida para fazer o café. Enfim, sempre tem que ter a turma sem noção...
O Parque Nacional de Gunung Mulu compreende cavernas e formações rochosas em meio a uma densa floresta tropical. Descoberto há não muito templo, a expedição mais famosa por essa região e que desvendou boa parte das formações geológicas hoje conhecidas foi a da Sociedade Geográfica Real inglesa, entre 1977 e 1978 onde uma equipe composta por 100 cientistas passou 15 meses em campo.
Em 2000 Mulu foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO sob o critério de ser um exemplo extraordinário da história geológica do mundo, do seu processo evolutivo bem como pela sua beleza natural excepcional. E como não poderia deixar de ser para um lugar destas proporções, o parque é cheio de superlativos: ali está o maior salão natural do mundo (Sarawak Chamber), a caverna com maior passagem única bem como um dos maiores sistemas de rios subterrâneos além da maior caverna do mundo em volume.

Assim que se chega ao parque, a equipe fará uma programação específica para você de acordo com sua disponibilidade de tempo e aptidão física. Existem dois tipos de caverna: as "show caves", que têm visitas diárias e extremamente acessíveis por meio de uma plataforma de madeira que pauta todo o percurso; e as "adventure caves" que são voltadas para o público mais animadinho que quer realmente colocar o pé (e a bunda!) na lama. Estas últimas são dividas em três gradações (introdutória, intermediária e avançada) sendo que não é permitido ir na última sem passar por uma primeira mais fácil, sob supervisião de um guia que dirá se você está apto ou não a ir no Avançado.
Começamos pela Lang's Cave, uma caverna não muito grande, de aspecto intimista, cheia de estalactites e estalagmites que se acumulam pelas paredes. Em seguida fomos para a Deer Cave, uma caverna gigante que impressiona logo na entrada pelo tamanho imenso de sua abertura. Ali dentro, mais de 3 milhões de morcegos guincham e disputam espaço no teto - que lá de baixo parece tomado por uma imensa mancha preta, formada pelos mamíferos.
Você enxerga as pessoas na foto?
No final da tarde, próximo as 17h, saímos desta última caverna para deitar na grama e se deliciar com um espetáculo único da natureza: a revoada dos morcegos. 
Morcegos saem da caverna pontualmente as 17h30. Um espetáculo!

Milhares de morcegos saem voando em grupos, formando círculos que sobem pelo céu em espiral, numa espécie de "dupla hélice" formada por centenas de indivíduos, que adquire vida própria que sai tomando o horizonte. Este balé único acontece quando estes mamíferos de hábitos noturnos saem para caçar pequenos insetos, dando origem ao fenômeno conhecido como "êxodo dos morcegos".

A visita à Caverna dos Ventos e à Clearwater é um passeio de meio dia bem legal por todo seu conjunto. Depois de andar de canoa pelo rio, chega-se a uma pequena vila de pescadores onde é possível comprar artesanato local e ver as tradicionais "longhouses" ainda sendo usadas. Depois de visitar a Caverna dos Ventos, seguimos direto para a Clearwater onde um rio se estende por mais de 170km em vias subterrâneas, criando salões e formações nas paredes que podem ser apreciadas até hoje.
Piscina natural em frente às cavernas.
No dia seguinte fomos fazer a nossa primeira (e única) "adventure cave", que seria o nosso teste para fazer uma mais avançada - ouvimos excelentes recomendações da Clearwater Connection - mas infelizmente como não programamos direito, iríamos embora no dia seguinte e tivemos que deixar para outra vez. 
Fizemos a Racer Cave e aí sim tivemos um gostinho mais de aventura da espeleologia: escalada por cordas, passagens super estreitas em fendas, ambientes completamente escuros e muita lama fizeram deste sem dúvida o passeio mais legal.

Saímos de lá completamente enlameados, suadíssimos e felizes. Fizemos um grupo legal e acabamos finalizando o dia com uma (na verdade várias) Tigers geladas, compartilhando muitas histórias e experiências de viagem. 
Ali conhecemos um australiano que há dez anos viajava para a Indonésia para tirar suas férias e nunca se cansava de lá. Depois de muito bate papo, nosso próximo ponto de parada da viagem já estava completamente traçado - e esses encontros são uma das melhores coisas que a viagem pode proporcionar.


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