sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Halong Bay - Vietnam






“Ha Long” vem do sino-vietnamita e significa “dragão que desce”. Segundo a lenda, quando o Vietnã ainda estava firmando suas fronteiras e tinha que lutar contra diversos invasores, os deuses enviaram uma família de dragões para ajuda-los a proteger o país.

Os animais míticos cuspiram diversas pedras preciosas que se transformaram em rochas de calcário gigantes e apareceram abruptamente no mar fazendo com que os inimigos chocassem seus navios contra elas. Depois de ganha a batalha, a mãe e os filhotes decidiram descansar em um lugar pacífico e tranquilo: Halong Bay.

 
Como receberíamos a visita ilustre dos pais do Ivan (Má e Castilho) no Vietnã e Camboja, resolvemos planejar um roteiro inesquecível e um pouco menos perrengue para que eles  pudessem aproveitar muito com a gente. E é claro, sabendo das belezas naturais e poéticas que esta região específica apresenta, reservamos um cruzeiro bacanudo pela baía.

Gabi pagando de "bacana".
Por ser um dos destinos mais turísticos do país, é importante ficar muito atento para a qualidade de “cruzeiros” baratos que inúmeras agências vendem. Lemos relatos tenebrosos de mochileiros que quiseram economizar muito e acabaram em roubadas históricas que variam desde intoxicação alimentar, ratos na cabine, rave com tripulantes ‘mamados’ e até um barco que afundou. Desnecessário passar por isso, né? A não ser que seja seu tipo de aventura...

Gabi maravilhada com barco e paisagem. 
Depois de alguma pesquisa, fechamos um pacote de dois dias e uma noite no Treasure Junk da Handspan, uma das agências mais consolidadas e bem recomendadas no ramo. Não foi barato mas também de longe não era o mais caro – e como os pais estavam a caminho, a gente queria deixar uma boa impressão logo de cara para eles aguentarem o ritmo do que viria pela frente.

Cara que o fotógrafo faz quando sua esposa tira a câmera da mão dele.
Infelizmente a Má e o Castilho tiveram que adiar a viagem em dois dias e nós fomos fazer o passeio só os dois para depois encontra-los na volta, em Hanoi. Durante todo o contato a empresa foi super profissional e nos enviou em detalhes toda a programação que faríamos lá, o tipo de comida que seria oferecida bem como fotos das cabines. O transfer saía da capital e em pouco mais de cinco horas chegamos no porto, onde fomos transferidos para a embarcação.

Um dos junks que navegam pela baía.

Agora pense num luxo? Melhor ainda: sabe aqueles filmes de época, ambientados no século XIX onde um explorador francês junto com a sua esposa chiquérrima vão conhecer um país exótico da Ásia? E o barco parece uma pousada sobre as águas? É bem isso aí – uma harmonização perfeita entre o charme de uma embarcação tradicional só que com todo conforto moderno.

Formação rochosa típica de Halong Bay.

A nossa cabine era muito, mas muito melhor do que vários hotéis que já ficamos ao longo dessa viagem, com duas janelas lindas que davam para o mar e um banheiro que tinha até secador de cabelo (!). 

Na parte de cima, ficava o salão de jantar fechado, onde tínhamos todas as refeições inclusas e o almoço e jantar eram cinco pratos (em porções comedidas) de culinária local servidos à francesa. No patamar mais alto ficavam as velas enormes e um deck de madeira com espreguiçadeiras para todo mundo poder aproveitar o sol. Impecável!

Gabi com cara de "para de tirar foto que isso não é chique...".
Começamos a navegar pela baía e aos poucos a mágica de Halong Bay foi se revelando: blocos de calcário colossais que subiam solitários no meio do mar esverdeado, desafiando o tempo e as ondas. Cobrindo quase toda a sua superfície, pequenas árvores e arbustos verdes fazem pensar em como a vida pode acontecer (e ser tão bela) no topo de uma ilha rochosa cinza que parece ter um coração pulsante.

O conjunto desses gigantes de pedra que se espalham pela baía criam um espetáculo único – e não é a toa que este lugar é considerado Patrimônio Mundial pela UNESCO. O barco, que antes era tão grande, agora parece pequeno e tímido navegando por entre o silêncio das rochas que só é quebrado pelo bater leve e ritmado das ondas na sua base.

 
Naquela tarde a programação era fazer um passeio de caiaque. Já instalados dentro de um caiaque super profissional (com quilha e tudo!) fomos remando por aquele marzão, passando ao lado dos blocos de calcário imensos, podendo observar a sua beleza ainda mais de perto. 

Caiaques a espera dos remadores.
O fato de estarmos ali, suando por usar a própria força física dos braços para explorar um lugar de tamanha beleza bruta dá uma sensação ainda maior de privilégio e conquista.


Esperando nossa vez de atracar.

Depois de uma boa remada, chegamos até uma micro praia que ficava abrigada por um semi-círculo de calcário. Ali nos refrescamos n’água, aproveitamos o solzinho de final de tarde e recuperamos as energias para fazer a remada no sentido contrário, até o barco. 


No caminho de volta, passamos por uma vila flutuante onde as casas eram praticamente barcos adaptados – e um cachorro guardava, bravamente, o seu quintal sobre as águas.


Praia particular para remadores!
A noite, depois de um jantar maravilhoso, fomos fazer uma brincadeira muito divertida: pescar lulas! Junto com dois casais americanos de San Francisco nos aventuramos no pequeno píer do barco e, armados com varinhas de bambu e um grande holofote, vimos os bichinhos noturnos serem atraídos pela luz. E não é que mesmo sem isca (era a própria lâmpada!) nós conseguimos pegar umas quatro?! E todo mundo se assustava na hora que elas soltavam um super jato de tinta, em protesto.

 
No dia seguinte acordamos com uma névoa densa e uma chuva constante batendo na janela. O nosso roteiro previa fazer um passeio por uma vila de pescadores da região mas a cama estava tão boa e a chuvinha tão nostálgica que resolvemos encompridar a manhã na cabine mesmo. Ivan no computador, eu no meu livro e o mar “na janela lateral, do quarto de dormir”. Puro sonho.

Barco de pesca fica pequeno perto das pedras enormes. 
Fazer um cruzeiro por Halong Bay é passeio obrigatório no Vietnã e sem dúvida uma das paisagens mais bonitas que já vimos (essa frase está ficando meio repetitiva, mas juramos que é verdade!).

3 comentários:

Anônimo disse...

Que lugar, hein? Dá a impressão que os dragões estão em algum lugar de Ha Long, não?

Boia Paulista disse...

Oi, pessoal. Tudo bem? :)

Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

Até mais,
Natalie - Boia

mariane disse...

o blog de vcs é inspirador e as fotos são lindas. parabéns! tb estou viajando pela ásia e tentando um blog. sempre consulto vocês! valeu pelas dicas! boa viagem!
Abraço, Mariane
http://jogadapelomundo.wordpress.com/

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