terça-feira, 6 de agosto de 2013

Trekking no Annapurna: Dia 12 - Nepal







DIA 12

Muktinath a Marpha (2.670m): 4-5 horas de caminhada

Programação da Agência: 

Muktinath é um importante destino de peregrinação tanto para Hindus quando para Budistas. Pela manhã nós visitamos o Templo de Vishnu e a Gompa. Descendo pela lateral inclinada do morro da vila de Ranipauwa, nós passamos por Kagbeni e depois por Jomsom até finalmente chegar a Marpha. Hoje a trilha será bastante surreal na medida em que se caminha por platôs que estão em cima de Kali Gandaki, a garganta mais profunda do mundo. A paisagem árida desta região lembra muito o Tibet. Marpha é famosa por ser a capital nacional da maçã, no Nepal, onde é possível experimentar diferentes produtos feitos da maçã. O whisky de maçã produzido em Marpha é famoso em todo o Nepal.


The Day After
 
"Apesar de dormirmos ininterruptamente por quase 12h, acordamos exaustos. Dores por todo o corpo e uma ressaca física fora do normal.

Enfim a paz!
Foi a primeira noite em dias que simplesmente dormimos – sem amarrações de saco de dormir, ou três camadas de roupa por conta do frio. Somente, e simplesmente, uma noite confortável.
Cenas da trilha.

O combinado com Guiam era de conhecer o templo de Vishnu e Buddha, um lugar sagrado para as duas religiões predominantes no país (budismo e hinduísmo) e que abriga os quatro elementos da natureza: terra, ar, fogo (o templo está sobre uma fonte de gás natural) e água que brota de uma nascente.
Fonte de água sagrada.
 Muitos sadhus, famílias e andarilhos que, como nós, chegavam de Thorong La. Um lugar de fé, como tantos que vimos nessa viagem.
Meninas que vivem no mosteiro budista.
 Quando era 10h já estávamos prontos pra seguir viagem. Algum imbecil que projetou os trajetos resolveu colocar uma caminhada de 26km entre Muktinath até Marpha, no dia seguinte à passagem! Realmente muito apropriado - só que não.
Bora que tem muito chão!

Mesmo assim, fomos em frente, montanha abaixo. Saímos de 3.800m para chegar a 2.670m. O caminho é absolutamente surreal, com paisagens que espelham uma vida levada da mesma forma a anos: as montanhas nevadas ao fundo, enclaves de civilização e templos em cada nível das elevações.
A paisagem compensa o cansaço...

Todos os guias de viagem comparam a região com o Tibet pelas semelhanças geográficas. Afinal, o país está logo ali, atrás das montanhas de Mustang. Jharkat é frequentemente de “pequena Lhasa”.
Maçãs, montanha e estrada.

Chegando às margens do rio Kali, a impressão que tínhamos era de estarmos em algum filme pós apocalíptico.
Caminhada pesada no leito do rio seco. Haja pedrinhas...
 Estávamos em uma das maiores gargantas do mundo, andando no leito seco do rio, em um deserto de pedra. Pontualmente as 11h um vento de desequilibrar a gente começou a soprar, como se estivessem acrescentando dificuldades a um dia já complicado.
 
Almoçamos em Kagbeni reencontrando nossos amigos franceses do Mosteiro de Manang. Passamos por Jomson já nos arrastando para chegar à Marpha com o poente. Não foi um dia bom para ninguém, especialmente para a Gabi.
Gabi sofrendo com a caminhada e o vento.

A grande salvação do dia foi a pousada de Marpha: um “chuchuzinho” como ela diria. Com uma comida excepcional e os confortos básicos.
A barba e o cajado eu já tinha, só faltava o rebanho e o cenário! Cena bíblica no Nepal.

A cidade é conhecida pelos produtos de maçã e comemoramos com torta de maçã e cidra. Adoçou um pouco um dia poeirento e cansativo."


Vista do caminho.

Um comentário:

Maria Eduarda Calheiros disse...

Olá, pessoal! Estou praticamente "viajando" também com esse relato de vocês sobre o Annapurna.
Esse trekking está na nossa lista de sonhos também, e estou adorando saber os detalhes dessa aventura de vocês!
Parabéns pelo blog e também por esse ato de superação!
Maria Eduarda

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