sábado, 14 de setembro de 2013

Bunaken - Indonésia





Quando estávamos bastante apreensivos de como seria passar o Ramadã no maior país islâmico do mundo, conhecemos um professor australiano especialista no país que de maneira mágica nos deu à solução. Com uma cara de “vocês não sabem nada”, disse quase como uma concessão a esses ainda – e sempre -  mochileiros: vocês devem ir para Sulawese, onde quase ninguém é muçulmano e nem se percebe o Ramadã.

O que era um desânimo frente à essas ilhas míticas, que são casa de tantos lugares famosos como Bali, Papua e Java, virou instantaneamente em excitação. Agora sabíamos que exploraríamos uma das partes menos visitadas do conjunto de mais de setenta mil ilhas sem a preocupação de encontrar tudo fechado e gente jejuando por conta do feriado prolongado.

Um dos muitos vulcões do círculo de fogo!
Partimos pra cidade de Manado (a de maior porte do norte desse conjunto de ilhas) e passamos uma noite tratados como reis graças a mais uma baita promoção da Agoda.

Detalhes do fundo do mar.
De lá, pegamos uma barco rumo a um dos Dive Resorts mais recomendados da pequena ilha de não mais que oito quilómetros quadrados. 

Duas "carangueijas" no mangue.
O TwoFish não é o mais barato mas conta com excelente centro de mergulho (talvez o melhor da ilha), com equipamentos bons e instrutores experientes e muito simpáticos.

Bela piscina e os bangalôs do Two Fish.
O lugar faz o estilo ilha tropical ou paraíso na terra: uma piscina incrível, chalés bem cuidados e uma prainha pouco aproveitável por conta da natureza que envolve o resort em forma de mangue. 

Texturas do mangue.
O show natural se dá por conta da maré que sobe e desce revelando raízes e até corais que se formam a poucos metros da entrada do lugar.

Carangueijo de mangue.
E o que falar dos mergulhos? Para um lugar que detém mais espécies de coral que todo o Havaí, Bunaken é uma delícia para os amantes do esporte. 

Nada mal, não?
O Parque Nacional Marítimo de Bunaken, como é oficialmente chamado conta com os mais diversos tipos de modalidades de mergulho: naufrágio, “muck” (que conhecemos por lá, uma espécie de mergulho no areião , mas onde você encontra um monte de bichinhos pequenos, como as coloridas “nudibranch” que a Gabi adora), e principalmente paredões cobertos de coral e peixes coloridos.



Era uma ocasião bastante especial, especialmente para a Gabi, pois ela voltaria a mergulhar com seu pai, o grande iniciador da família nesse esporte fantástico.

Gabi e Gambi em reencontro subaquático. 
E não poderia ter sido melhor! Caímos em uma água limpíssima, com visibilidade de mais de vinte metros à uma temperatura de aproximadamente vinte e nove graus. 

Peixinhos coloridos.
Pra quem conhece da coisa, essas são condições muito difíceis de se encontrar no Brasil. Muitos peixes, corais, e até habitantes locais de maior porte, como diversas tartarugas verdes e hawkbill. Lindo!

Procurando Nemo?
O lugar não é bom só pra quem vai mergulhar, o snorkel também é uma delícia. Entre a praia no mangue e o drop off do paredão são mais de cem metros de corais em águas rasas com todo tipo de peixinho e formações maravilhosas que só com máscara e snorkel são perfeitamente exploráveis. 

Cores e formas.
Perdemos horas e horas no fim da tarde com a cabeça na água só observando o balé dos peixes e dos corais multicoloridos.


Outro motivo de orgulho para a família foi a coragem criada pela Celina em desbravar o marzão. De mãos soldadas com Gabi ficou mais de duas horas descobrindo o que o fundo do mar – tudo bem que esse fundo tinha mais ou menos um metro e meio, mas está valendo! – pode te mostrar. Um momento de muita superação.



Bunaken é um lugar de descanso. Mergulhar, tomar sol no deck da piscina, comer e apreciar a paisagem de vulcões e ilhas em meio a um mar azul cristalino. 

Peixe-barba.
Para quem queria uma Indonésia sem a preocupação de todo o rigor do feriado muçulmano não poderíamos ter escolhido lugar melhor para começar nossa pequena incursão no país.

Estrada que liga uma ponta a outra na ilha.
Como tudo que é bom dura pouco, logo deixamos a ilha para partir para o sul de Sulawese onde teríamos novas descobertas. Para abençoar essa nova jornada, dois acontecimentos muito especiais. 

Mergulhadores.
O primeiro, ainda no barco que nos levava para a ilha maior, de volta à Manado, um bando de golfinhos pulou em volta do barco, dando o adeus que precisávamos para deixar esses mares.

O barco de volta!
O segundo veio na forma de algumas crianças que amenizaram nossa espera no pequeno aeroporto de Manado nos ensinando sua língua e aprendendo algumas palavras em Português. 


Além das aulas, ainda encenaram uma dança bem no meio da sala de espera. Como diria Gabi: um chuchu!


Um comentário:

Boia Paulista disse...

Oi, Ivan e Gabi. Tudo bem? :)

Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.

Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

Até mais,
Natalie - Boia

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...