sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Bira - Indonesia



Bira foi nosso destino final em dois sentidos. A ponta sul do arquipélago de Sulawesi foi o fim de nossa incursão por essa parte tão desconhecida da Indonésia e também a despedida de Celina e Gambi (pais da Gabi) nessa visita especial no fim da nossa viagem. 

E que cor de mar é essa?
De lá, a contragosto pegaríamos um avião para a ilha de Bali, onde esperaríamos por mais cinco dias para tomar outro voo com destino ao nosso último país do Sudeste Asiático: as Filipinas. Seguiríamos a contragosto para Bali pois a ideia original era usar um ferry boat que sai de Bira com destino à ilha de Flores, ao sul, e conseguir mergulhar em Komodo. 

Mergulhos sensacionais!
Porém, em época de fim Ramadã não conseguimos as passagens a tempo e perdemos a oportunidade. Ficou aí, a deixa pra voltarmos em outra oportunidade para a Indonésia.

Bira é o extremo sul da ilha, uma cidadela perdida de frente para um mar transparente e cheio de vida, com praias de areia branca e gente tranquila. As opções de hotel ou pousadas são bastante precárias – nem querendo gastar muito se consegue um hotel com um pouco mais de luxo. E essa foi a melhor maneira de darmos adeus a essa parte da Indonésia que em sua simplicidade, conseguiu quatro fãs incondicionais.
Fundo do mar lindo. 
A falta de estrutura deu um charme a mais para a curta estadia de quatro dias que passamos por lá. Ficamos alojados na pousada Sunshine, uma casa no alto do morro com vista para o mar, seis quartos bem básicos e dois banheiros coletivos. 

Toda essa simplicidade era complementada pelos três bares/restaurantes da vila que invariavelmente ofereciam as mesmas especialidades indonésias que já estávamos acostumados: Mee Goreng ou Nasi Goreng – arroz frito ou macarrão frito.
Gabi na porta do nosso restaurante/bar de todo dia...
O grande atrativo do povoado é o mar transparente e cheio de corais, tartarugas e tubarões. No entanto, a praia da vila em si não é a mais atraente. Os nativos são unânimes em indicar a praia a mais ou menos três quilómetros do centro para os turistas ávidos por areia branca, a palmeira ocasional e o mar tranquilo, azul da cor do céu. 
Praia deserta é por aqui!
Com muita sorte, a caminhada de volta da praia, no fim do dia, pode trazer uma família de macacos proboscis (aquele do narigão!) para animar o esforço do retorno.

Pescador encarando o sol em grande estilo.
Caso andar por estradas de terra por longas distâncias não seja a sua praia, alugar uma lambreta é a saída. Em qualquer pousada ou mesmo nos restaurantes é possível alugar scooters automáticas e sair descobrindo praias desertas. 

A praia das embarcações tradicionais.
Foi exatamente o que fizemos. De posse das turbinadas motocicletas seguimos para a praia de Timur, lugar conhecido na região pelas construções de barcos artesanais. A imensa praia de areia branca e mar azul-esverdeado realmente é incrível, mas prepare-se para nenhuma infraestrutura. Assim que chegamos lá, o sol castigava tanto que ficamos boas horas procurando uma sombra.

A vida é dura no paraíso tropical.
Foi nessa praia que encontramos um grupo de garotos brincando e fazendo “pose de mal” para cada clique da máquina fotográfica. 

A gang da praia!
Sem nenhuma possibilidade de comunicação pela língua, entramos num acordo entre mímicas e desenhos na areia. Ao mostrarmos pelo mapa, desenhado, que éramos do Brasil, a língua do futebol passou a vigorar. 

O velho truque de desenhar o mapa-mundi e apontar!
Era uma velha conhecida nossa, afinal o mundo inteiro reconhece a terra verde e amarela como Ronaldo-land. Foi um momento de muita bagunça e troca genuína entre pessoas que vivem do outro lado do mundo, como foi comprovado pelos desenhos na areia.

Algazarra.
Gambi, Gabi e eu ainda aproveitamos o mar paradisíaco para mergulhar com a escola Bira Divers. Em um dos pontos que descemos o mergulho se mostrou uma jornada alucinante de correnteza forte, com visibilidade de incríveis 50 metros!


Apesar da vida marinha não se comparar a outros pontos que mergulhamos na região, Bira não decepciona no quesito divertimento. 


Foi o mergulho de correnteza mais forte que já fizemos, verdadeira montanha russa! De quebra, ainda vimos alguns tubarões, tartarugas, moreias e vários peixinhos de coral.
Peixe-Gabi.
Pra quem não gosta de mergulhar vale a pena contratar um barqueiro na praia da vila para passar o dia de praia em praia, com nadadeiras, máscara e snorkel nos corais rasos (1,5 a 2m), repletos de peixinhos coloridos e um mar que alucina de tão transparente.
Yatch particular!
Corais rasos, fáceis de explorar.
Bira pode ser considerada a pequena vila que fez dessa parte de nossa viagem as “férias dentro das férias”: um lugar tranquilo, cheio de calma, mas que guarda paisagens perfeitas dignas de cartão postal. Dentro e fora d’água.                     



2 comentários:

Andreas Müller disse...

Muito lindo... E que viagem a de vcs, so queria saber quanto gastaram com hospedagem? E como chegaram até esse paraiso? Obg...

Ivan e Gabi disse...

Olá Andreas, o lugar é bem bonito mesmo! Gastamos mais ou menos 12 dólares por quarto, mas a pousada era bem básica. Pra chegar lá dá pra ir de ônibus saindo de Makassar, mas leva muito tempo. Nós fomos de carro alugado com motorista, pois já estava no pacote que nos levou para Tana Toraja. Abraço

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