domingo, 5 de janeiro de 2014

Ubud: Bali - Indonesia



Contra todas as nossas vontades e planejamento nossa última estadia na Indonésia acabou sendo na famosa e turística ilha de Bali. Foi uma visita meio que forçada devido ao furo em nossos planos originais de visitar a ilha de Flores e mergulhar em Komodo. Graças ao fim do Ramadã e a dificuldade de transportes para lá partindo do sul de Sulawesi, acabamos vindo para Bali para passar os últimos cinco dias de Indonésia.

Não que essa mudança de roteiro tenha sido ruim, afinal, quem pode reclamar de ficar quase uma semana de papo pro ar em Bali?

Uma das mil portinhas que levam ao paraíso. Em casa detalhe um jardim escondido.
Como estávamos vindo de Bira e nos últimos tempos estávamos sempre em praias, decidimos conhecer o interior da ilha, famoso por seus campos de arroz e templos antigos. O local escolhido – graças a uma super promoção da Agoda – foi a vila de Ubud.


A pequena cidade já foi conhecida como o centro das tradições da ilha, o local que ainda guarda uma família real e concentra uma enorme quantidade de templos.

Ganesha em um dos templos escondidos na cidade.
Nos anos 90, devido ao retiro de vários artistas plásticos para o local, Ubud transformou-se numa espécie de meca artística do sudeste asiático, juntando todos os hippies e bichos-grilos de olhos puxados que resolveram abrir seus ateliês e disputar espaço com templos e arrozais. Aí veio Hollywood com aquele filme horroroso “Comer, Rezar e Amar” e catapultou Ubud ao estrelato do turismo de massa, onde cada senhora do mundo espera encontrar seu brasileiro fake ao sair dos ônibus vindos dos resorts de Kuta (Javier Barden bem que tentou, mas não deu pra salvar o filme...).


Nesse sentido foi bom ter ficado mais tempo no local, pois mostrou que nos fim de semana o bom mesmo é aproveitar o seu hotel ou algum lugar remoto, longe do centro que fica apinhado de ônibus turísticos lotados de gente ávida por “cultura” balinesa e bugigangas do centro comercial.
Estátua no Palácio Real.
Por outro lado, durante a semana a vila fica vazia e é fácil gostar do lugar: muitos restaurantes pequenos e dos mais variados (achamos até um cubano legítimo!), ótimas lojinhas de produção local (roupas, jóias, etc) e um excelente supermercado – rolou uma lágrima no rosto da Gabi quando ela conseguiu comprar um pedaço de queijo gruyere.
Posto de gasolina balines. 
No próprio hotel alugamos uma lambreta que nos permitiu descobrir o lugar no nosso ritmo. A primeira parada foi o templo dos macacos, um parque bem bonito e lotado desses amiguinhos malandrões que nos lembraram de outro filme: Rio – onde os macacos em quadrilha roubavam os turistas desavisados. 
"Tô de olho!"
Aqui é a mesma coisa e tudo que se tem na mão parecido com comida será devidamente surrupiado por esses pequenos demônios – até garrafa d’água!




Visitamos inúmeros templos, alguns misturados com outras construções mais modernas e podem passar desapercebidos. Vale explorar a pé as ruazinhas e tentar sair um pouco do centro comercial para descobri-los ao acaso.


Um programa bem legal é o show de dança balinesa promovido no templo Para Saraswati (esse também vale a visita de dia e fica atrás do Starbucks).

Templo de Para Saraswati.
Em meio a um templo todo iluminado, uma orquestra formada só por mulheres toca músicas tradicionais para jovens dançarinas interpretarem através da dança lendas indonésias.

 

O que parece ser uma armadilha para turistas (e são várias apresentações com essa finalidade) se mostrou uma apresentação muito bem produzida e feita por gente séria. 

O espetáculo todo é formado só por mulheres.
Na verdade esse grupo de dança tem quatro apresentações diferentes espalhadas por Ubud, sendo cada uma representante de um tipo de dança e suas respectivas lendas. Vale escolher uma delas e se divertir. A dica é comprar o ingresso com antecedência, principalmente no fim de semana.
A simpatia do show!
Quem rouba o show são as pequenas dançarinas vestidas de coelho: crianças que apesar de super compenetradas não se importam muito quando erram a coreografia e dão um espetáculo de simpatia.



O lugar do show, o templo de Pura Saraswati, também é incrível, com um lago cheio de flores de lótus – imperdível.

Meninas coloridas em frente ao jardim de lótus.
Outro passeio bacana é o museu de arte Agung Rai, conhecido na região pelo acrônimo ARMA. Muita arte balinesa em um cenário cheio de jardins e esculturas ao ar livre.

Gabi lê em frente a uma das alas do museu.
Os cinco dias que tivemos em Bali serviram pra descansar mais ainda e preparar o coração para nosso último país antes de embarcar para os Estados Unidos como escala para o Brasil. Foi lá que começamos a refletir sobre o que tudo isso significou pra gente. A sensação do fim da viagem, do fim dessa volta ao mundo, começou a trazer uma nostalgia que ainda não se dissipou totalmente. Foi lá que escrevi meu texto de maior reflexão sobre viajar (aqui), olhando Gabi tomar sol na piscina no meio de uma manhã preguiçosa.


Talvez, a tranquilidade e paz de espírito que a personagem de Julia Roberts foi buscar em Ubud tenha se infiltrado em nós, transmitida meio que inconscientemente - apesar de nossa rabugice com o filme.

9 comentários:

Elizabeth disse...

Concordo plenamente com sua rabugice pelo filme, ele distorce Ubud, que merece ser curtida e refletida como um lugar de paz. Saudades das massagens, da comida e das pessoas de lá.

Boia Paulista disse...

Oi, pessoal. Tudo bem? :)

Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

Até mais,
Natalie - Boia

Philipp disse...

Lindo post! E as fotos estão espetaculares!

Paula Salaverry disse...

Oi Gabi e Ivan,

Estou acompanhando seu blog e adorando, pegando mil dicas para a minha grande viagem. Mas vocês não escrevem há um tempo...estão bem?

Abraços,
Paula

Paula Salaverry disse...

Oi Gabi e Ivan,

Estou acompanhando a aventura de vocês e adorando, pegando mil dicas para a minha grande viagem. Mas vocês já não escrevem há um tempo, estão bem?

Abraços,
Paula

Ivan e Gabi disse...

Oi Paula, Obrigado por acompanhar o Blog. A grande verdade é que a viagem acabou e ainda precisamos postar a última história. O problema é que estamos envolvidos num outro projeto que tem tomado todo nosso tempo. Mas vamos retomar, fique tranquila!

Valeu pela atenção.

Abraço

Louise Lopes disse...

Também acompanho o blog e estava preocupada!! Aguardo ansiosa o novo projeto!! Abraço!!

Aline Almeida disse...

Faço das palavras da Louise as minhas. Acompanhei o blog desde o início e estava um pouco preocupada com o sumiço. Bom saber que estão bem!

Anônimo disse...

Se o filme fosse horroroso, não teria tido o público que teve e não teria levado a massa como vc disse pra bali! Mas tem gosto pra tudo! A minha opinião e da maioria é que o filme é incrível!

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